Condenado pela morte de Tim Lopes, traficante Zeu não aparece para colocar tornozeleira
Zeu deixou a cadeia no início do mês, beneficiado pela progressão de pena; criminoso tinha 5 dias para se apresentar, mas desapareceu

Um dos traficantes condenados pela morte do jornalista Tim Lopes, Elizeu Felício de Souza, o Zeu, não apareceu para instalar a tornozeleira eletrônica. No início do mês, o homem deixou o Instituto Penal Vicente Piragibe, em Bangu, beneficiado pela progressão de pena — do regime fechado para a prisão domiciliar.
Após sua saída, o criminoso tinha 5 dias para se apresentar na Secretaria Estadual de Administração Penitenciária a fim de colocar o acessório, mas desapareceu. O caso, agora, foi informado a Justiça, pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Zeu, como é conhecido, era o único que ainda estava preso pelo crime, que aconteceu há mais de 20 anos. Ele foi capturado durante a ocupação dos complexos do Alemão e da Penha, em novembro de 2010.
Em suas matérias, o repórter assumiu disfarces para denunciar o que estava acontecendo de errado. Ele foi pedreiro para mostrar a dura vida dos canteiros de obras. Fingiu ser dependente químico para revelar irregularidades em clínicas de tratamento. Chegou até a se vestir de Papai Noel para falar do Natal de crianças que não tinham a esperança de receber a visita do Bom Velhinho.
Até hoje, sete traficantes foram condenados pela morte de Tim Lopes, sendo que dois já morreram e outros três cumpriram parte da pena e receberam liberdade. O 7º, Ângelo Ferreira da Silva, conhecido como Primo, estava foragido por roubo desde 2013.
Um dos que morreram foi Elias Maluco, considerado mandante do crime. Ele foi encontrado com marcas de enforcamento no presídio federal de Catanduvas, no interior do Paraná
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.



