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9 de julho é feriado? Saiba onde a data é celebrada e o motivo

Data marca o início da Revolução Constitucionalista de 1932 e é considerada a data magna do estado de São Paulo

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Imagem de um calendário • Pixabay/ Reprodução

O dia 9 de julho, comemorado nesta quinta-feira, é feriado estadual em São Paulo, mas não é considerado feriado nacional. A data marca o início da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado liderado por paulistas contra o governo provisório de Getúlio Vargas.

Por ter sido um levante organizado exclusivamente por tropas e pela sociedade paulista, a celebração é restrita ao estado de São Paulo e não se estende às demais unidades da federação.

O feriado foi oficializado pela Lei Estadual nº 9.497, de 5 de março de 1997, sancionada pelo então governador Mário Covas. A medida teve como base a Lei Federal nº 9.093/1995, que permite aos estados instituírem um feriado civil em homenagem à data mais importante de sua história.

O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932?

A Revolução Constitucionalista teve início em 9 de julho de 1932, em meio à insatisfação de parte da população paulista com o governo de Getúlio Vargas, que havia chegado ao poder após a Revolução de 1930.

Ao assumir a Presidência, Vargas revogou a Constituição de 1891, dissolveu o Congresso Nacional e passou a governar por meio de decretos, nomeando interventores federais para comandar os estados.

Em São Paulo, cresceu a pressão pela elaboração de uma nova Constituição e pela realização de eleições, reivindicações que deram origem ao movimento conhecido como Constitucionalista.

O símbolo MMDC

Um dos episódios que impulsionaram a revolta ocorreu em 23 de maio de 1932, quando um confronto entre manifestantes e apoiadores do governo, na capital paulista, terminou com a morte de quatro jovens: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais dos sobrenomes deram origem à sigla MMDC, que se transformou no principal símbolo da mobilização paulista e da resistência durante o conflito.

Como terminou o conflito

A Revolução Constitucionalista mobilizou cerca de 100 mil combatentes e se estendeu por quase três meses. Apesar do apoio popular em São Paulo, o estado não recebeu a adesão esperada de outras unidades da federação e acabou enfrentando tropas federais militarmente superiores. O conflito terminou com a derrota militar dos paulistas e deixou mais de 600 mortos entre os constitucionalistas.

Apesar do resultado nos campos de batalha, historiadores consideram que o movimento produziu efeitos políticos importantes. A pressão exercida pela revolta levou Vargas a convocar eleições para uma Assembleia Constituinte em 1933, que resultaram na promulgação da Constituição de 1934.

Para o professor de História Gerson Leite de Moraes, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o episódio pode ser interpretado sob diferentes perspectivas. "A revolta foi constitucionalista pela visão dos paulistas, revanchista a partir da visão dos varguistas, mas foi, em última instância, uma guerra civil", afirma.

Atualmente, o 9 de Julho é considerado um dos principais marcos da identidade paulista e dá nome a ruas, avenidas, monumentos e instituições em diversas cidades do estado.

* Com informações de CNN Brasil

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