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Professora é encontrada morta em represa e namorado é procurado por suspeita de feminicídio

Corpo da educadora, de 49 anos, foi achado em uma propriedade rural em Castanheira, no Mato Grosso; suspeito fugiu para área de mata durante tentativa de abordagem e segue foragido

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Adélia Cristina de Oliveira Batista • Reprodução | Prefeitura de Castanheiras

A professora municipal Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, foi assassinada na cidade de Castanheira, no noroeste de Mato Grosso. O corpo da educadora, reconhecida pela dedicação à alfabetização de crianças da zona rural, foi encontrado dentro de uma represa na noite dessa segunda-feira (29). A Polícia Civil investiga o caso como um possível feminicídio e faz buscas pelo namorado da vítima, apontado como principal suspeito pela morte da vítima.

Segundo a Polícia Militar, vizinhos estranharam o desaparecimento de Adélia após ela sair para os fundos da propriedade rural onde vivia, na Comunidade São Lourenço, e não ser mais vista. Durante as buscas pela professora, os próprios moradores da região localizaram o corpo da vítima dentro de uma represa e acionaram a equipe do posto de saúde da região. A enfermeira confirmou o óbito ainda no local. A área foi isolada até a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, que ficou responsável pela retirada do corpo da água.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima apresentava diversas lesões aparentes em diferentes partes do corpo. As investigações iniciais indicaram que o possível autor do crime seria o namorado da professora e que o assassinato da vítima se trata de um feminicídio.

Os policiais chegaram a localizar o suspeito, mas o homem reagiu à tentativa de abordagem e fugiu para uma região de mata. Durante buscas na residência dele, foram encontradas roupas, botinas e um pedaço de corda com aparentes vestígios de sangue. Os materiais foram apreendidos e serão submetidos à perícia. As equipes da Polícia Militar e Polícia Civil do Mato Grosso seguem mobilizadas para localizar novamente o suspeito.

Quem era a vítima? 

A morte de Adélia provocou grande comoção na cidade de Castanheira. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação destacou que a professora dedicou quase 33 anos à rede pública de ensino e estava próxima de realizar o sonho da aposentadoria. Ela lecionava na Escola Municipal José de Alencar, no Vale do Seringal, em uma turma multisseriada de 3º e 4º anos. Em 2023, recebeu reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao conquistar o prêmio Alfabetiza MT, destinado a iniciativas de destaque na alfabetização.

A secretária municipal de Educação, Rozelei Pilegi, afirmou que Adélia iniciou a carreira ainda muito jovem e construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação e pelo carinho com os alunos. Como forma de homenagem, a Prefeitura suspendeu as aulas e as atividades da rede municipal nesta terça-feira (30), para que estudantes, servidores e a comunidade pudessem prestar as últimas homenagens à professora.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.