Estudantes da UFMT são denunciados por mensagens racistas e misóginas em grupos universitários; polícia investiga
A UFMT informou que a denúncia relacionada às manifestações de cunho racista e misóginos foi encaminhada, nesta segunda-feira (5), pela Ouvidoria da Universidade à unidade competente, que já está adotando as providências administrativas cabíveis

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do campus de Cuiabá, são suspeitos de enviar mensagens de cunho racista e misógino em grupos de conversa virtual entre universitários. O caso foi denunciado nessa segunda-feira (5), pelo Centro Acadêmico do curso de Economia (Caeco), que diz repudiar a atitude. Em nota, a UFMT afirmou que o caso foi levado à ouvidoria.
As mensagens teriam sido enviadas em um grupo dos estudantes de Economia administrado pelo Centro Acadêmico (CA), entre sábado (3) e domingo (4) de outubro. Nelas, um dos suspeitos teria enviado comentários racistas e misóginos, completando que tem respeito apenas pela mulher e pela filha. O homem não foi identificado.
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Segundo o CA, os responsáveis pelas mensagens foram removidos e o grupo foi restringido apenas aos administradores, para evitar repercussões. Parte dos integrantes expulsos teria migrado para o grupo da atlética do curso, onde voltou a fazer agressões.
Entre as mensagens, houve o compartilhamento da imagem de uma mulher negra fazendo um exame de ultrassom, na qual a imagem atribuída ao feto aparece como a de um macaco.
Em nota, a UFMT informou que a denúncia relacionada às manifestações de cunho racista e misóginos foi encaminhada, nesta segunda-feira (5), pela Ouvidoria da Universidade à unidade competente, que já está adotando as providências administrativas cabíveis.
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Ainda segundo a universidade, por se tratar de procedimento que tramita sob sigilo, os indivíduos não podem ser identificados. Eventuais esclarecimentos serão prestados quando cabíveis.
Em nota, o Caeco disse que repudia quaisquer manifestações de racismo, misoginia e violência. Já a Atlética disse que o racismo e misoginia não representam os valores do grupo e que não serão tolerados em seus espaços.
Em nota enviada à reportagem da Itatiaia, a Polícia Civil do Mato Grosso confirmou o registro de boletim de ocorrência (BO). Leia na íntegra:
“A Polícia Civil confirma o registro de boletim de ocorrência pelos crimes de injúria e racismo.
A vítima relatou que um colega de universidade do mesmo curso teria proferido mensagens de cunho machista e racista em um grupo de mensagens do WhatsApp.
O caso foi encaminhado para a 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá – Repressão aos Crimes de Menor Potencial Ofensivo, que ficará responsável pelas providências cabíveis.”
Mariane Castro é estudante de jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Tem interesse nas áreas de cultura e pesquisa em jogos digitais e já atuou na Assessoria de Imprensa da UFMG. Atualmente, é estagiária de Minas, Brasil e Mundo na Rádio Itatiaia.



