Defesa aponta descoberta de traição antes de agressão contra influenciadora em Goiás

Em nova nota, advogado da vítima revela nova versão sobre motivação da briga que levou ao crime; Alcides Bortoli Antunes se tornou réu por violência doméstica

Alcides Bortoli Antunes se tornou réu após agredir a namorada dentro de um elevador em Goiás

A defesa da influenciadora Nayara da Conceição Brito, sufocada pelo ex-companheiro dentro de um elevador em Goiás, divulgou uma nota nesta terça-feira (27) que revela uma nova versão sobre a motivação da agressão. Segundo o advogado da vítima, Nayara contou à polícia que Alcides Bortoli Antunes teria partido para cima dela após a vítima descobrir uma traição por parte do homem.

A manifestação do advogado ocorre após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público de Goiás, também nesta terça-feira (27), e tornar Alcides réu pelo crime de lesão corporal qualificada, no contexto de violência doméstica.

Além do processo principal, a defesa informa que Nayara obteve medidas protetivas de urgência, que proíbem qualquer tipo de aproximação ou contato por parte do acusado, deferidas pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

A acusação contra Alcides se sustenta em laudo de exame de corpo de delito, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança do condomínio, que teriam registrado parte dos acontecimentos.

A nota também informa que Alcides apresentou uma representação criminal contra Nayara, alegando ter sido vítima de agressão, ameaça e dano qualificado. No entanto, o Ministério Público se manifestou pelo arquivamento do pedido, entendendo que a influenciadora teria agido em legítima defesa.

Relembre o caso

O caso ganhou grande repercussão após o flagrante do momento das agressões viralizar nas redes sociais. Imagens de câmeras de segurança mostram Alcides e Nayara discutindo e, em certo momento, ele sufoca a então namorada. Ela perde a consciência, desmaia e é arrastada por ele para fora do elevador.

Veja flagrante

Em entrevista à Itatiaia, Nayara contou que estava em um relacionamento com Alcides há cerca de quatro meses na época. Ela morava no Entorno do Distrito Federal e ele em Goiânia. No dia da agressão, eles discutiram por volta de 1h. As agressões começaram ainda dentro do apartamento de Alcides.

“Eu tentei me defender da forma que pude. Quando eu comecei a me defender, ele foi logo me puxando para o elevador para me colocar na rua. Só que eu estava sem nada, longe de casa, era madrugada, eu só queria o meu celular para chamar a polícia e fazer o que fosse”, disse.

Depois de ser deixada fora do apartamento por Alcides, Nayara chegou a pedir a um porteiro para acionar a polícia. Ele, porém, negou.

“Eu pedi para o porteiro do prédio ligar para a polícia e ele falou que não podia ligar, que quem tinha que ligar era eu. Só que eu não tinha como ligar porque eu estava sem celular”, lembrou. Alcides foi quem acionou a polícia após a negativa do porteiro. Ele, porém, disse que Nayara estava surtando.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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