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Censo 2022: mulheres brasileiras têm cada vez menos filhos e mais tarde

Mulheres indígenas, pardas e com baixa escolaridade têm as maiores taxas de fecundidade e tendem a ser mães mais jovens; mulheres sem filhos também aumentou

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Brasileiras também estão decidindo ser mães mais velhas • Rodrigo nunes/ASCOM-MS

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (27), novos dados do Censo Demográfico 2022. O órgão levantou dados sobre a fecundidade no país e descobriu que as mulheres brasileiras têm cada vez menos filhos e são mães mais tarde.

Em 1960, o Brasil tinha uma Taxa de Fecundidade Total (TFT) de 6,28 filhos por mulher, chegando a 8,56 na região Norte. Já em 2022, esse número caiu para 1,55 filho por mulher, sendo 1,89 no Norte do país.

Em relação ao recorte por cor ou raça, as mulheres indígenas foram as que apresentaram a maior taxa de fecundidade total (TFT), com 2,84 filhos por mulher, seguidas das mulheres pardas, com 1,68 filho por mulher. Já a menor é em mulheres amarelas, com 1,22 filho por mulher. A TFT das mulheres pretas foi 1,59 e das brancas de 1,35.

As mulheres brancas são as que têm filhos mais tarde, com uma média de idade de 29 anos, seguido das mulheres pretas (27,8 anos) e pardas (27,6 anos).

O levantamento também revelou que quanto mais alto o nível de instrução da mulher, mais tarde ela tende a ter filhos. Em brasileiras sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, a média de idade era de 26,7 anos. Já as mulheres com ensino superior completo tinham idade média de 30,7 anos.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.