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Caso Joca: Justiça de SP arquiva inquérito sobre morte do animal

Para a Justiça não houve o dolo, ou seja, a intenção de causar sofrimento ao cachorro

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Joca e o tutor João Fantazzini Júnior • Reprodução

A Justiça de São Paulo arquivou o inquérito policial que investigava o caso do cão Joca, de cinco anos, que morreu no transporte da empresa Gol em abril. O Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento do caso, ao alegar que não há elementos suficientes para acusar os funcionários da Gol e da Gollog de maus-tratos.

A decisão é assinada pelo juiz Gilberto Azevedo de Moraes Costa, que acolheu o pedido feito pelo Ministério Público de São Paulo, (MP-SP).

A Promotoria de Justiça de Guarulhos havia concluído que a morte do animal foi resultado de uma série de erros e negligências de funcionários das empresas (Gol e Gollog), mas que não houve intenção de causar sofrimento ao cachorro .

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Em nota A Gol, informou que "contribuiu com a apuração dos fatos junto às autoridades competentes e respeita a decisão judicial".

O advogado Marcello Primo Muccio, que faz a defesa do tutor de Joca, disse que irá recorrer assim que for notificado da decisão.

Relembre o caso

O cão Joca e João Fantazzini, seu tutor.Joca, um cão da raça Golden retriever morreu em 22 abril desse ano durante uma falha no transporte aéreo da Gollog, empresa da companhia aérea Gol. Ele deveria ter sido levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) para Sinop (MT), onde seu tutor o aguardava, mas foi parar em Fortaleza. Após a constatação do erro no destino, ele retornou a Guarulhos, mas chegou morto. O trajeto, que seria de até 2h30min, durou cerca de 8 horas.

O laudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que a causa da morte do cachorro foi choque cardiogênico, uma ineficiência do coração em bombear o sangue para os órgãos.