Caso Joaquim: em depoimento médico legista afirma que corpo não tinha sinais de violência
No quarto dia do júri de Guilherme Longo e Natália Pontes cinco pessoas prestaram depoimento no 1º Fórum de Ribeirão Preto, SP

Terminou por volta do meio dia desta quinta-feira (19), o quarto dia de julgamento de Guilherme Longo e Natalia Ponte, acusados de homicídio triplamente qualificado na morte do menino Joaquim, encontrado morto em novembro de 2013. O júri ouviu o depoimento de cinco testemunhas, duas pessoas desistiram. A sessão aconteceu no 1º Fórum de Ribeirão Preto, interior de SP.
Porém entre as testemunhas que foram ouvidas nesta quinta estava o médico legista, Gustavo da Silveira Orsi, ele analisou o corpo do garoto, após ser achado no Rio Pardo em Barretos, SP.
Segundo o médico, não havia sinais de violência.
Para essa sexta-feira (20) estão previstos mais depoimentos técnicos de peritos e de pessoas a mãe do garoto, Natália Ponte. Ao todo, nove testemunhas foram convocadas.
Para esse sábado (21) estão previstos os depoimentos da mãe e do ex padrasto do garoto.
Relembre o caso
O menino Joaquim foi encontrado morto, jogado em um córrego em Barretos, a cerca de 120 km de Ribeirão Preto. A criança morava com a mãe e o padrasto, além de um irmão mais novo.
A causa da morte foi apontada como uma superdosagem de insulina aplicada no garoto. Segundo a denúncia, o padrasto aplicou o medicamento no menino, que era diabético.
As defesas contestam a causa da morte, visto que a perícia não encontrou a substância no corpo do garoto, já que é de rápida absorção no corpo. Ele, porém, não morreu por afogamento, com base em exames periciais.
Guilherme Longo é acusado de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele está preso em Tremembé, em São Paulo, desde 2018.
Natália Ponte também é acusada de homicídio triplamente qualificado; a diferença é a qualificadora de omissão. No entendimento da acusação, ela poderia ter evitado o contato da criança com o padrasto, que tinha comportamento agressivo.
A decisão caberá ao corpo de jurados, formado por sete pessoas.
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