Brigadeirão envenenado: suspeita alega que foi agredida na prisão, e Justiça toma decisão
A defesa Suyane Breschak, acusada de participação no homicídio do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormand, pediu a concessão de prisão domiciliar

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou mais um pedido de revogação da prisão preventiva da cigana Suyane Breschak, acusada de participação no homicídio do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormand, ocorrido em maio do ano passado.
A defesa Suyane pediu a concessão de prisão domiciliar com argumento de que ela foi agredida e sofreu ameaças no Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste carioca.
Na decisão, a juíza Lúcia Mothe Glioche, titular da 4ª Vara Criminal da Capital, afirmou que os fatos devem ser investigados pela Promotoria de Justiça e não podem servir de fundamento para reanálise do decreto prisional.
“Os depoimentos colhidos na fase de inquérito indicam que as denunciadas se uniram com o fim de eliminar a vida da vítima, para usufruir de seus bens, agindo de forma calculada e fria, revelando periculosidade que justifica a segregação e demonstrando a capacidade delas de atuarem para prejudicar a colheita da prova em juízo”, mencionou a magistrada na decisão.
A juíza determinou, ainda, que a direção da unidade prisional seja oficiada, com cópia da petição da defesa, para as providências cabíveis.
Pedido negado
A Justiça também negou o pedido da defesa de Júlia Andrade Cathermol Pimenta, então namorada da vítima - e apontada como suspeita de entregar um brigadeiro envenenado ao então companheiro - que pretendia retirá-la da denúncia da autoria do assassinato.
No entanto, para a mesma juíza, o documento é “suficiente para indicar que, em conjunto com o colhido no inquérito policial, a causa da morte seja intoxicação exógena e envenenamento”, e que “a denúncia trazida está lastreada em suporte mínimo probatório, autorizando a imputação”.
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O caso
O caso aconteceu em maio do ano passado. Dois meses após o crime, seis pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por envolvimento no assassinato.
Júlia Pimenta, acusada de manipular o doce, foi indiciada por homicídio qualificado e a cigana Suyane Breschak, mandante do assassinato, foi indiciada pelo mesmo crime. A polícia concluiu que o assassinato foi cometido por motivação financeira.
O corpo do empresário foi encontrado em estágio avançado de decomposição, dentro do próprio apartamento, na Zona Norte do Rio.
Próximos passos
A Justiça marcou para o dia 1º de abril, a audiência de instrução e julgamento para ouvir as rés e testemunhas selecionadas pelo Ministério Público no caso do homicídio do empresário. A sessão está marcada para acontecer a partir de 13h.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



