A Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal abriu, na segunda-feira (9), um inquérito para investigar uma trend que viralizou no TikTok e tem gerado preocupação no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. Nos vídeos, homens encenam reações violentas após receberem um “não” em situações de interesse romântico. Nas gravações, eles simulam agressões, como socos, facadas ou disparos de arma de fogo.
Diante da repercussão, a Polícia Federal também determinou a derrubada de perfis que divulgaram os conteúdos. Apesar das medidas, até o início da noite alguns vídeos ainda permaneciam disponíveis na plataforma. Nesta manhã, a não foram encontrados os conteúdos.
“A apuração teve início após o recebimento de denúncia sobre publicações associadas a uma tendência que incentivaria esse tipo de prática”, afirmou a corporação à Folha de S. Paulo.
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Segundo a PF, durante as investigações foi solicitado à plataforma que preservasse os dados dos usuários e retirasse os vídeos do ar. Outros conteúdos ligados à mesma tendência também foram identificados e removidos. O material coletado agora será analisado para definição das medidas legais cabíveis.
Procurado, o TikTok informou, por meio de sua assessoria, que conteúdos que desrespeitam as Diretrizes da Comunidade são removidos assim que identificados. A empresa acrescentou que a equipe de moderação continua monitorando possíveis publicações relacionadas ao tema.
A plataforma destacou ainda que não permite discurso de ódio, incentivo à violência ou promoção de ideologias violentas, e afirmou que mantém investimentos em ações para reforçar a segurança da comunidade.
Congresso Nacional
O caso também chegou ao Congresso Nacional. Nesta terça-feira (10), a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deve votar um requerimento apresentado pelo deputado federal Pedro Campos, que pede a responsabilização criminal de quem criou e participou da trend.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar criticou o conteúdo. “Violência contra a mulher não é trend, não é humor e muito menos entretenimento. Isso é conduta absolutamente criminosa”, afirmou.