Belo Horizonte
Itatiaia

Sem celular, estudantes têm redução de conflitos, cyberbullying e ansiedade nas escolas

Pesquisa do MEC feita com professores da rede de ensino pública mostra que 88% percebem queda nos conflitos, agressões físicas e ataques virtuais; 86% apontam redução da ansiedade entre estudantes

PorBrasília
Lei que proíbe celulares não deve alterar rotina de escolas de SP, dizem educadores | CNN Brasil
CCJ da Câmara aprovou o texto em caráter terminativo • Créditos: CNN Brasil

A restrição do uso de celulares nas escolas contribuiu para a redução de conflitos, casos de bullying e cyberbullying, segundo 88% dos professores da rede pública ouvidos na Pesquisa Nacional sobre a Restrição de Celulares nas Escolas, divulgada nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Educação (MEC).

Durante a apresentação dos resultados, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, afirmou que uma das principais reclamações identificadas em pesquisas anteriores com estudantes do 6º ao 9º ano era a sensação de falta de acolhimento diante de agressões físicas e virtuais.

"A escola estava lidando mal. Eles não se sentiam protegidos e escutados, e muito desse bullying era ampliado pelo cyberbullying", afirmou.

A secretária também destacou a importância do ambiente escolar para o desenvolvimento dos estudantes, defendendo a convivência presencial em detrimento do homeschooling, que é o ensino domiciliar. Segundo ela, a escola não tem apenas a função de transmitir conteúdos, mas também de desenvolver competências sociais fundamentais.

"Em um ambiente menos diverso, essas habilidades são retiradas da aprendizagem. Existem dimensões da aprendizagem que são potencializadas com a colaboração, a cooperação e a aprendizagem", explicou.

Ansiedade é menos presente

Outro dado apresentado pela pesquisa mostra que 86% dos professores perceberam redução da ansiedade entre os estudantes após a restrição ao uso de celulares no ambiente escolar. Para o MEC, o resultado está relacionado ao uso mais consciente e direcionado dos dispositivos.

"O que a gente tentou foi ajudar toda a comunidade escolar a reorganizar as práticas cotidianas para reduzir os aspectos nocivos do uso do celular, como a ansiedade e a falta de concentração, sem deixar de incentivar os usos positivos da tecnologia para fins pedagógicos", concluiu Kátia Schweickardt.

Por

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.