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Raio X do suborno nas estradas federais do Brasil: Sudeste e Sul lideram com mais crimes

Minas Gerais representa 5,96% das ocorrências e 5,17% dos detidos de todo o país no período de seis anos. O estado possui a maior malha rodoviária do país

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Autoridades ligam alerta contra o 'Top 5 do Suborno' nas rodovias federais • Divulgação | PRF

De janeiro de 2020 a maio de 2026, 171 pessoas foram presas no Brasil pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por corrupção ativa, a conhecida tentativa de suborno, em 155 ocorrências de trânsito nas estradas federais. Os dados foram obtidos pela Itatiaia através da Lei de Acesso à Informação (LAI). Vale destacar que, dos cinco estados com mais ocorrências relacionadas à corrupção ativa em estradas federais, três são do Sudeste e dois do Sul do Brasil.

O estado com maior número de casos é o Rio de Janeiro: 20 presos em 18 ocorrências. Na contramão dessa estatística está o Acre, onde os agentes não registraram esse tipo de crime nos últimos seis anos. Além do Rio, as autoridades ativam o pisca-alerta e ligam a sirene quando observam os dados dos outros estados que compõem o “Top 5 do Suborno” nas rodovias federais. São eles:

2° lugar - Paraná (12 ocorrências e 17 detidos);

3° lugar - São Paulo (12 ocorrências e 15 detidos);

4° lugar - Santa Catarina (nove ocorrências e 10 detidos) e

5° lugar - Minas Gerais (nove ocorrências e nove detidos).

Ainda de acordo com o levantamento disponibilizado à Itatiaia, Minas Gerais representa 5,96% das ocorrências e 5,17% dos detidos de todo o país no período de seis anos. O estado possui a maior malha rodoviária do país.

Estados com menos casos

Dentre os estados que aparecem na lista da PRF, os que menos registraram o crime de tentativa de suborno nas rodovias federais são: Paraíba (uma ocorrência com um detido), Amazonas (duas ocorrências e dois detidos) e Espírito Santo (também com duas ocorrências e dois detidos) de 2020 a 2026.

O que é corrupção ativa?

Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o crime de corrupção ativa é “praticado por um particular que oferece ou promete vantagem indevida (propina) a um funcionário público, em troca do uso do cargo para beneficiá-lo de alguma forma”.

O delito é descrito no artigo 333 do Código Penal dentro do capítulo dos “crimes praticados por particulares contra a Administração em geral, que prevê como ilícito penal o simples ato de oferecer vantagem indevida. Para caracterizar o crime não é necessário que a propina seja aceita, basta a oferta ou promessa”.

No Brasil, a pena prevista para o crime de corrupção ativa vai de dois a 12 anos de reclusão. Se o servidor público concorda com a proposta oferecida e efetiva o ato, a pena do cidadão autor da proposta indecorosa é aumentada em 1/3.

Corrupção preocupa parcela da população

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha em março deste ano mostrou que 9% dos brasileiros consideram a corrupção o maior problema do país.

Segundo o mesmo levantamento, a saúde é considerada o ‘calcanhar de Aquiles' do Brasil para 21% dos entrevistados, aparecendo tecnicamente empatada com segurança (19%).

Quais são as principais rodovias federais?

- BR-101: acompanha todo o litoral do Brasil, conectando o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul;

- BR-116: liga o Ceará ao Rio Grande do Sul. Inclui trechos movimentados como a Rodovia Régis Bittencourt e a Rodovia Presidente Dutra;

- BR-040: liga Brasília ao Rio de Janeiro, passando por Belo Horizonte;

- BR-381: principal ligação entre as regiões metropolitanas de Belo Horizonte e São Paulo;

- BR-153: Conhecida como Transbrasiliana, corta o país do Pará ao Rio Grande do Sul;

- BR-364: vai do estado de São Paulo ao Acre;

- BR-230: conhecida como Transamazônica, vai da Paraíba até o Amazonas.

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Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), é chefe de reportagem na Itatiaia. Trabalhou durante 10 anos no jornal Estado de Minas, onde foi estagiário, repórter, capista, subeditor e editor-assistente do em.com.br e do portal UAI. Também colaborou com matérias para o portal UOL e foi assessor de imprensa no Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).