Previsão do tempo: ciclone, temporais e granizo atingirão o Brasil no fim de semana de eleição
O Brasil terá um fim de semana de tempo instável, com chuva e temporais previstos para diversas regiões, incluindo Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Sul; um novo sistema frontal e um ciclone extratropical são esperados, podendo impactar as Eleições de 2026 no domingo (4)

O fim de semana será de instabilidade climática em várias regiões do Brasil, com previsão de chuva e temporais entre esta sexta-feira (2) e o domingo (4), dia das Eleições de 2026. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), áreas do Centro-Oeste e Sudeste, incluindo Minas Gerais, devem registrar precipitações. Um novo sistema frontal e um ciclone extratropical no mar podem impactar a região Sul, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se prepara para possíveis adversidades climáticas no pleito.
Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, explicou que a frente fria que atua atualmente no país ganhará reforço de um novo sistema frontal. Ele chegará ao Rio Grande do Sul, no Sul do Brasil, no dia do primeiro turno das Eleições de 2026.
Para o domingo (4), a previsão é de chuva em toda a Região Sul, com possibilidade de temporais acompanhados de ventania e granizo. No Centro do país, que inclui Sudeste (com Minas Gerais), Centro-Oeste e parte do Norte, o tempo abafado e a instabilidade deixada pela frente fria anterior mantêm as condições para chuva. No Nordeste e no extremo Norte, o sol e o calor intenso devem predominar.
Nesta sexta-feira (2), a chuva já atinge áreas do Centro-Oeste e do Sudeste, que abrange Minas Gerais, além de instabilidades no Norte e em partes do Nordeste. Na Região Sul, o cenário ainda é de frio, com possibilidade de geada em áreas de maior altitude.
No sábado (3), áreas de instabilidade vindas da Argentina provocam o retorno da chuva ao Rio Grande do Sul, no Sul do Brasil, com possibilidade de trovoadas e temporais.
Nesta sexta-feira (2), o tempo fica instável no Centro-Oeste, com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e no noroeste, norte e leste de Mato Grosso do Sul. Grande parte da região está sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.
No Sudeste, chove com trovoadas no Triângulo Mineiro, no noroeste, norte e leste de São Paulo, no sudeste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo. Há aviso laranja de perigo para tempestades no leste de Minas Gerais e no oeste do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Os maiores volumes previstos para esta sexta-feira (2) ficam na divisa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde os acumulados podem superar 125 milímetros em 24 horas.
No sábado (3), as instabilidades persistem no Centro-Oeste, principalmente no norte e leste de Mato Grosso, centro e norte de Goiás e Distrito Federal. No Sudeste, ainda há previsão de chuva com trovoadas em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, além de chuva isolada em áreas de São Paulo. Os acumulados podem superar 70 milímetros em 24 horas em alguns pontos da região. As temperaturas ficam mais amenas. Em São Paulo, a máxima prevista é de 16 °C nesta sexta-feira (2) e 21 °C no sábado (3). No Rio de Janeiro, as máximas serão de 25 °C e 23 °C, respectivamente.
Para o domingo (4), a previsão da Nottus indica manutenção das condições de chuva no Sudeste em razão da instabilidade deixada pela frente fria anterior.
Nesta sexta-feira (2), o calor predomina no Nordeste, mas áreas de instabilidade atingem o Matopiba, com possibilidade de tempestades no sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e oeste e sul da Bahia. Também há previsão de chuva isolada em outros estados da região. Teresina, no Piauí, pode registrar máxima de 38 °C.
No sábado (3), as instabilidades continuam concentradas principalmente no sul do Nordeste. Há previsão de chuva com trovoadas no sudoeste da Bahia e de pancadas no oeste e sul do estado, além do sul do Piauí e do Maranhão. Teresina, no Piauí, pode chegar novamente a 38 °C.
No Norte, esta sexta-feira (2) terá pancadas de chuva e trovoadas no Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins, com avisos amarelos para tempestades em partes desses estados. Ao mesmo tempo, o sol e o calor predominam no Amapá e no nordeste do Pará. Entre as capitais, Belém, no Pará, Manaus, no Amazonas, e Boa Vista, em Roraima, podem chegar a 36 °C, enquanto Palmas, no Tocantins, pode atingir 37 °C.
No sábado (3), a chuva acompanhada de trovoadas ocorre principalmente no Amazonas, Pará e Tocantins. O tempo permanece mais firme no nordeste do Pará e em grande parte do Amapá. Boa Vista, em Roraima, pode registrar máxima de 36 °C e Palmas, no Tocantins, 33 °C.
Para o domingo (4), a previsão da Nottus aponta predomínio de sol e calor intenso no Nordeste e no extremo Norte do país. No restante da região, parte das instabilidades deve permanecer associada às condições de chuva no Centro do país.
Nesta sexta-feira (2), o frio e a maior estabilidade predominam em grande parte da Região Sul. Há possibilidade de geada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, principalmente nas áreas de maior altitude. Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, pode registrar mínima de 9 °C e máxima de 17 °C, enquanto Curitiba, no Paraná, terá mínima de 10 °C e máxima de 16 °C.
O cenário muda no sábado (3). Áreas de instabilidade vindas da Argentina avançam sobre o Rio Grande do Sul, no Sul do Brasil, e provocam chuva e trovoadas. O estado está sob aviso laranja de perigo para tempestades. As instabilidades também podem alcançar o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná, até a região de Foz do Iguaçu, no Paraná, que está sob aviso amarelo. Os acumulados de chuva podem superar 60 milímetros em 24 horas no Rio Grande do Sul. O modelo do Inmet também indica potencial para ocorrência de granizo no norte e no noroeste do estado.
A mudança está relacionada à formação de uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai. O sistema se intensifica ao longo do sábado (3) e favorece o transporte de ar quente e úmido, aumentando as condições para formação de chuva e tempestades na Região Sul.
No domingo (4), o novo sistema frontal previsto pela Nottus chega ao Rio Grande do Sul, no Sul do Brasil, associado a um ciclone extratropical no mar. A previsão é de chuva em toda a Região Sul, com possibilidade de temporais acompanhados de ventania e granizo.
As condições climáticas passaram a integrar o planejamento da Justiça Eleitoral para as Eleições Gerais de 2026. Diante da possibilidade de eventos extremos afetarem o deslocamento de eleitores, o acesso aos locais de votação e a logística necessária para a realização do pleito, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou a articulação com os tribunais regionais eleitorais (TREs) e outras instituições para antecipar riscos e organizar respostas.
A estratégia é coordenada pela Sala Nacional de Situação Climática, criada pelo TSE para concentrar informações sobre possíveis ocorrências em diferentes regiões do país e transformá-las em subsídios para o planejamento eleitoral. A estrutura deverá acompanhar situações como chuvas intensas, enchentes, deslizamentos, secas e queimadas que possam interferir nas atividades previstas para o dia da votação.
Na prática, a preocupação da Justiça Eleitoral vai além de garantir que as urnas estejam nos locais determinados. Um evento climático pode comprometer estradas e outras vias de acesso, dificultar o deslocamento de mesários, impedir a chegada de materiais eleitorais ou afetar sistemas de comunicação. Por isso, a preparação envolve tanto o funcionamento dos locais de votação quanto toda a operação necessária para que a eleição ocorra normalmente. Entre as medidas previstas estão locais de votação de reserva, rotas emergenciais de transporte, reforço dos sistemas de comunicação e orientações para servidores e mesários.
A articulação reúne órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Defensoria Pública da União (DPU), o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) e a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), além dos TREs.
A proposta é permitir que eventuais riscos climáticos sejam identificados com antecedência e que a Justiça Eleitoral possa adotar medidas preventivas ou contingenciais para preservar a realização do primeiro turno neste domingo (4).
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