Plano Nacional de Políticas para as Mulheres prevê novos serviços e amplia autonomia dos Estados
Saúde mental, creches e cuidotecas em universidades públicas, combate à desigualdade salarial e programas de atendimento domiciliar a mulheres idosas fazem parte das ações integradas no novo plano que está previsto para ser lançado em dezembro; pela primeira vez, o Brasil inaugurará uma Casa da Mulher Brasileira em cidade de fronteira, em Foz do Iguaçu (PR)

O novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, do Ministério das Mulheres, criará um Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres com ações integradas de saúde mental, creches e cuidotecas em universidades públicas, combate à desigualdade salarial e programas de atendimento domiciliar a mulheres idosas.
A proposta, que tem previsão para ser lançada até dezembro, foi detalhada pela ministra Márcia Lopes, nesta quinta-feira (5), no Programa "Bom Dia, Ministra". Ela não detalhou sobre o orçamento direcionado ao plano.
De acordo com ela, o novo mecanismo é um diagnóstico do Brasil e abrange as prioridades em relação a todas as dimensões de realidade da mulher. A ideia é que cada unidade federativa se responsabilize e tenha autonomia para articular as ações necessárias de acordo com a realidade de cada território.
“Nós temos que ter prefeitos e prefeitas sempre muito antenados e comprometidos com a vida das mulheres. Se isso acontecer, eu não tenho dúvida que os resultados cada vez serão melhores e maiores para a vida das mulheres”, ressaltou Márcia.
Casa da Mulher Brasileira
A ministra destacou o avanço do projeto que oferece acolhimento, proteção e assistência a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Segundo a autoridade, até dezembro serão 51 Casas da Mulher Brasileira em processos de construção, de identificação de terreno e de licitação. Hoje, há 13 em funcionamento no país e duas já em obras.
As próximas cidades beneficiadas serão Belo Horizonte (MG) e Rio Branco (AC). E, de forma inédita, o país terá uma Casa da Mulher Brasilleira em uma fronteira, em Foz do Iguaçu (PR), que atenderá também os países vizinhos. Para isso, Márcia lembrou a diferença de recurso financeiro antes de 2023. Na entrevista, ela cita um investimento de R$ 66 milhões, frente aos mais de R$ 323 milhões usados para expandir o projeto.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



