PF: Esquema criminoso criava identidades fantasmas para manter pagamentos ativos no INSS
Foram identificados 28 casos suspeitos; o grupo atuava no Maranhão por meio do cadastramento de procuradores ligados aos benefícios previdenciários

Operação para desarticular grupo suspeito de praticar fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), em conjunto com a força-tarefa Previdenciária. A ação foi realizada no Maranhão, nesta quinta-feira (06), e contou com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social.
As investigações da chamada Operação Procuração Fantasma, iniciada em 2024, revelaram um esquema de fraudes por meio do cadastramento de procuradores ligados a titulares de benefícios previdenciários.
A suspeita é de que os envolvidos utilizavam documentos falsos para manter pagamentos ativos por tempo indeterminado e contratar empréstimos consignados em nome dos supostos beneficiários.
Há indícios de que parte dos titulares eram fantasmas. Ou seja, seriam pessoas fictícias criadas a partir do uso de identidades falsas para viabilizar as fraudes. Até agora foram encontrados 28 casos suspeitos.
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís, Santa Luzia do Paruá e Zé Doca, todas no Maranhão. A Justiça autorizou medidas cautelares contra os investigados, como o afastamento dos sigilos bancário e fiscal e a apreensão de bens.
As investigações seguem para identificar todos os envolvidos, ampliar o levantamento de possíveis fraudes e reunir novas provas. Por enquanto, a depender do grau de participação, os suspeitos podem responder pelos crimes de estelionato majorado contra órgão público, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.
Valores subtraídos com as fraudes
As medidas têm como principal objetivo o ressarcimento dos valores que possam ter sido desviados. O levantamento da CGINP aponta que prejuízo aos cofres públicos de aproximadamente R$ 5,7 milhões.
Além desse valor, a Previdência Social calculou que com a suspensão dos pagamentos considerados irregulares haverá uma economia adicional estimada em R$ 1,18 milhão.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



