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Pesquisadores da USP mapeiam como estresse na adolescência afeta a saúde mental

Estudo revela impactos nos circuitos neurais ligados à regulação emocional e ao risco de transtornos psiquiátricos

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Pesquisadores da USP mapeiam como estresse na adolescência afeta a saúde mental • Freepik

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP apontaram que a exposição à situações de estresse durante a adolescência possui alterações permanentes na atividade cerebral, diferentemente do que ocorre na vida adulta, quando a mudança pode ser transitória. O artigo, publicado na revista Cerebral Cortex, investigou sinais de excitação e inibição no córtex pré-frontal medial, relacionados à tomada de decisão, controle emocional e comportamento.

A pesquisa analisou os efeitos em diferentes fases da vida para compreender por que experiências tendem a apresentarem consequências duradouras durante seu desenvolvimento. A diferença em relação ao cérebro adulto acontece em razão do cérebro adolescente ainda estar em fase de maturação, resultando em maior vulnerabilidade para alterações associadas ao desenvolvimento de transtornos psiquiátricos.

Para alcançar tais resultados, os cientistas expuseram ratos adolescentes e adultos a situações de estresse repetidamente. A partir disso, avaliaram o funcionamento dos circuitos neurais do córtex pré-frontal medial. “Quando o mesmo protocolo de estresse é aplicado a animais adultos, ele causa alterações de curto prazo no organismo que tende a se recuperar dessas alterações, ainda menos pronunciadas quando comparadas àquelas induzidas pelo estresse na adolescência”, afirmou o professor da FMRP e coordenador do estudo, Felipe Villela Gomes.

Sinais de alerta

Os resultados da pesquisa ajudam a compreender os impactos biológicos a longo prazo, como ansiedade, depressão e esquizofrenia. No entanto, os achados não significam que todo adolescente submetido ao estresse desenvolverá necessariamente um transtorno mental.

 

 

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