Golpes usam bancos, benefícios sociais e até órgãos públicos para enganar vítimas
Campanha 'Tem Cara de Golpe' alerta para mensagens falsas com promessas de benefícios, descontos e restituições

É só abrir o e-mail ou outros aplicativos de mensagens para se deparar com alguma comunicação suspeita em nome de banco, programa governamental ou órgão público. Isso sem contar as diversas ligações de números desconhecidos. O advogado Guilherme Oliveira conta que recebe esse tipo de comunicação com frequência e muitas vezes fica em dúvida sobre a autenticidade.
A situação é tão comum que a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) mantém, desde 2023, a campanha “Tem Cara de Golpe”, voltada à prevenção de fraudes financeiras.
Segundo o coordenador da iniciativa, Marcelo Souza, os criminosos utilizam diferentes estratégias para tentar obter dinheiro, documentos e dados pessoais das vítimas.
Entre os golpes estão falsas mensagens sobre Bolsa Família, INSS, prova de vida, restituições, reembolsos, recadastramentos e supostas intimações policiais ou judiciais.
Os criminosos também podem se passar por agentes de órgãos públicos e fazer abordagens presenciais. A estratégia pode envolver a apresentação de crachás falsos e pedidos de documentos ou selfies. Com essas informações, os golpistas podem tentar abrir contas, criar empresas ou realizar transações financeiras fraudulentas.
Cinco sinais de que a mensagem pode ser golpe
Marcelo Souza destaca cinco sinais que devem acender o alerta:
- Urgência: mensagens dizendo que a pessoa precisa resolver uma pendência imediatamente ou perderá um benefício.
- Medo: avisos sobre supostas irregularidades no CPF ou investigações em andamento.
- Oferta financeira: promessas de grandes descontos ou valores a receber mediante o pagamento de uma pequena taxa.
- Links: pedidos para clicar em determinado endereço para regularizar uma situação.
- Pedido de dados: solicitações de CPF, senhas, códigos recebidos por SMS, tokens, dados bancários ou documentos.
Quando vários desses elementos aparecem juntos, a recomendação é interromper o contato e confirmar a informação diretamente por um canal oficial.
Caiu no golpe? Agilidade é fundamental
Se a pessoa perceber que foi vítima de uma fraude, a orientação é agir imediatamente e não ter vergonha de pedir ajuda.
O primeiro passo é comunicar o banco ou a instituição envolvida. Dependendo do caso, também é importante avisar a operadora do cartão, a operadora de telefonia e as autoridades.
“Quanto mais rápido o problema for comunicado, maiores podem ser as chances de bloquear movimentações suspeitas e preservar informações que ajudem na investigação”, lembra Marcelo Souza.
A principal recomendação da campanha “Tem Cara de Golpe” é simples: pare, não clique e confirme.
A orientação é nunca fornecer senhas, códigos de autenticação, tokens, documentos, selfies ou dados bancários a alguém que entrou em contato inesperadamente.
Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.



