Uma jovem de 17 anos pode se tornar a primeira brasileira a vencer um prêmio conhecido como
A disputa reúne de 2 a 3 mil candidatos do mundo todo e é organizada por um comitê de cientistas ligados a instituições como Google DeepMind e pela Khan Academy. O prêmio final é de US$ 250 mil em bolsa de estudos, além de US$ 100 mil para a escola do vencedor e US$ 50 mil para o professor que mais o inspirou.
Se o vídeo da brasileira, publicado nos perfis do Breakthrough no YouTube e no Facebook, estiver entre os mais curtidos, ela passa para a última etapa, ficando entre os 15 finalistas, que serão revelados no dia 10 de dezembro. O vencedor da competição será escolhido na última fase, por um comitê de seleção. O anúncio ainda não tem data marcada.
Até lá, a brasileira pede que as pessoas ajudem no engajamento do post.
“Eu estou pedindo muita ajuda porque nunca teve um ganhador brasileiro nos 10 anos dessa competição. A gente pode levar o Brasil para esse lugar”, clamou a brasileira.
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Do paradoxo de Leventhal aos bolos na cozinha
Para participar, a jovem teve que produzir sozinha um vídeo de no máximo dois minutos que explicasse uma ideia das áreas de Física, Matemática ou Ciências da Vida.
“Eu sempre gostei muito de ciências, a minha mãe é médica, então eu tive essa influência. Eu gosto muito de neurociências”, declarou em entrevista à Itatiaia.
Isabella escolheu falar do paradoxo de Levental. Como a competição é sobre conseguir explicar um tópico complexo de um jeito fácil, ela se lembrou de uma professora, do nono ano, que certa vez usou uma metáfora sobre cozinhar para esclarecer uma dúvida da jovem.
“Como eu não sou muito boa cozinheira, eu fui para o lado da confeitaria, e fiz bolos para auxiliar a explicação do meu vídeo”, brincou Isabella.
O vídeo original foi publicado em inglês, a versão com legendas em português feita pela Itatiaia:
Entenda o vídeo
Logo no início ela recebe um “cliente” pedindo um bolo, uma metáfora para o corpo solicitando uma proteína, que precisa de uma forma específica para desempenhar sua função.
Mas o que aparece é um bolo deformado, representando uma proteína mal dobrada.
A partir disso, ela explica que o mecanismo do corpo para se proteger dessas falhas são as “chaperone proteins”, as proteínas supervisoras, que estariam o tempo todo garantindo que os cozinheiros executem corretamente a receita.
“Era muito importante para os cientistas preverem como essa dobra funciona. Mas isso era um mistério”, explicou a jovem. Ao fim do vídeo, Isabella cita a inteligência artificial chamada AlphaFold, que consegue prever como as proteínas se dobram. A IA rendeu o Prêmio Nobel de Química de 2024 a três cientistas: David Baker, Demis Hassabis e John M. Jumper.
O vídeo da jovem já teve repercussão, e o diretor da competição, em contato com Isabella, disse ter adorado o vídeo. “Ele é muito amigo do David Baker, que ganhou o Prêmio Nobel pela tecnologia. São pessoas com umas conexões completamente insanas”, contou empolgada.
Perspectivas para o futuro
Isabella Lelles foi morar nos Estados Unidos com 14 anos, sozinha, até que dois anos depois o pai se mudou para o país, e hoje mora com a filha. “Desde pequenininha os meus pais sempre me colocaram no inglês. Como estudei em escola bilíngue, fui direto para os Estados Unidos e essa adaptação foi muito mais fácil para mim”, explicou.
Isabella se forma em 2027, e como o sistema de ensino americano permite que os estudantes escolham as matérias da grade, ela atualmente se dedica às disciplinas de matemática, microeconomia, macroeconomia, estatística e física.
Questionada a respeito do que pretende fazer com o prêmio de US$250 mil em bolsa de estudos, ela contou que, desde os 7 anos, sempre quis ir para Harvard.
“É muito difícil, eu sei disso, e esse é um um dos motivos pelos quais eu quero muito ir para essa faculdade”, afirmou.
Isabella destaca que sua principal motivação é representar o país: “Eu sempre tento mostrar que brasileiros são tão competentes quanto qualquer outro estudante no mundo”, explicou. Ela afirmou que existe um estigma, especialmente na Flórida, de que latinos não são tão inteligentes e ela pretende ‘quebrar isso’
Por fim, ela deixa uma mensagem aos estudantes brasileiros: