Empresa sul-coreana divulga novos detalhes sobre falha em lançamento de foguete em Alcântara
Lançamento do foguete ocorreu no dia 22 de dezembro, na Base de Alcântara, no Maranhão

A empresa sul-coreana Innospace voltou a se pronunciar sobre o lançamento malsucedido do foguete Hanbit-Nano, ocorrido no dia 22 de dezembro, na Base de Alcântara, no Maranhão. Em comunicado divulgado na segunda-feira (29), a companhia apresentou novos detalhes sobre os instantes que antecederam a queda do veículo, que colidiu com o solo e explodiu dentro da área de segurança.
Segundo a Innospace, o foguete perdeu comunicação com o solo logo após atravessar uma camada de nuvens e, por causas ainda desconhecidas, se fragmentou em três ou quatro partes antes de atingir o chão. A empresa também confirmou a perda de empuxo do primeiro estágio, o que levou o Hanbit-Nano a entrar em queda livre.
“Com base nas imagens de vídeo e nos dados básicos obtidos até o momento, o veículo de lançamento realizou um voo ascendente normal de 30 segundos, mas a comunicação entre o veículo e o solo foi perdida ao atravessar a camada de nuvens. Em seguida, o veículo sofreu danos de causa desconhecida, fragmentando-se em três ou quatro partes”, informou a empresa em nota.
O pronunciamento ocorre após o CEO da Innospace, Kim Soo-jong, enviar uma carta aos acionistas lamentando o insucesso da missão, que tinha como objetivo realizar o primeiro lançamento aeroespacial comercial a partir do território brasileiro.
A empresa afirmou que iniciou nesta semana uma análise preliminar interna para identificar as causas do acidente. A apuração definitiva, no entanto, ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, que conduz a investigação oficial. Destroços do foguete já foram recuperados e serão utilizados no processo de análise.
Em razão do acidente, Kim Soo-jong pediu desculpas aos clientes que contrataram a empresa para o envio de cargas úteis ao espaço, mas destacou que a missão gerou avanços técnicos relevantes.
“Como acumulamos capacidades de ciclo completo — desde o desenvolvimento, projeto e fabricação do veículo de lançamento até a integração em solo, o lançamento e a operação em voo — faremos o possível, com base nos dados de voo adquiridos, para aprimorar nossa maturidade tecnológica e confiabilidade e aumentar a probabilidade de lançamentos bem-sucedidos no futuro”, afirmou.
Apesar do fracasso da missão, a Innospace ressaltou que o lançamento permitiu a coleta de dados importantes relacionados à decolagem, ao voo e à observação em solo, considerados fundamentais para o aperfeiçoamento do sistema.
A empresa não informou quando pretende realizar uma nova tentativa de lançamento comercial. Segundo a Innospace, a definição de um novo cronograma dependerá da conclusão das investigações do Cenipa, embora a companhia já tenha uma vaga assegurada no Centro Espacial de Alcântara para 2026.
“O cronograma específico será finalizado com base nos resultados oficiais da investigação do Cenipa e na conclusão de todas as medidas necessárias”, concluiu a empresa.
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