CGU suspende servidores por fraude em dados de vacinação da Covid-19
Sete servidores e um empregado público foram penalizados com a suspensão de suas atividades por prazos que variam de 30 a 47 dias

A CGU (Controladoria-Geral da União) suspendeu sete servidores e um empregado público por fraude para inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19. As decisões foram publicadas na edição de quinta-feira (23) do DOU (Diário Oficial da União).
Com a conclusão dos processos administrativos, as oitos pessoas foram penalizadas com a suspensão de suas atividades por prazos que variam de 30 a 47 dias.
Segundo informações da CGU, ao menos parte dos sancionados teria pago para alguém inserir um registro falso de vacinação em seu nome.
O registro dos processos também indica que as irregularidades teriam ocorrido no Ministério da Saúde, na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) e na UFPR (Universidade Federal do Paraná).
Durante a pandemia da Covid-19, diversos estados e municípios passaram a exigir a comprovação da imunização contra a doença para acessar espaços coletivos públicos.
O próprio ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que a época ocupava o posto de chefe do Executivo, foi alvo de uma investigação por fraude no cartão de vacinação contra a Covid.
Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o arquivamento do inquérito por não haver provas que corroborassem a versão do tenente-coronel Mauro Cid. Durante a sua colaboração premiada, ele sustentou que Bolsonaro ordenou a ele que inserisse os dados falsos.
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