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Céu de maio terá chuva de meteoros e 'Lua Azul'; entenda o fenômeno

Visibilidade é privilegiada para observadores no Hemisfério Sul, especialmente nas horas que antecedem o amanhecer

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Visualização da Lua Azul dependerá diretamente da estabilidade do tempo e da ausência de nebulosidade • Roberta Oliveira/Itatiaia

O mês de maio reserva espetáculos imperdíveis para os entusiastas da astronomia, com dois fenômenos principais que prometem iluminar o céu noturno: a chuva de meteoros Eta Aquarídeos e a ocorrência da Lua Azul. Ambos os eventos integram o calendário astronômico deste ano e, caso as condições climáticas e a luminosidade local colaborem, poderão ser apreciados inteiramente a olho nu.

A movimentação celeste começa logo na primeira semana, com a chuva de meteoros Eta Aquarídeos atingindo seu ápice entre a noite de terça-feira (5), e a madrugada de quarta-feira (6). De acordo com a NASA, este fenômeno se destaca pela velocidade impressionante de seus fragmentos, que entram na atmosfera terrestre a aproximadamente 65,4 quilômetros por segundo. Essa rapidez favorece a criação de rastros luminosos persistentes, que podem permanecer visíveis por segundos ou até minutos. Sob condições ideais de observação, o público pode chegar a avistar cerca de 50 meteoros por hora durante o pico da atividade.

Cientificamente, o evento ocorre no momento em que a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo famoso cometa Halley. A visibilidade é privilegiada para observadores no Hemisfério Sul, especialmente nas horas que antecedem o amanhecer, quando o radiante — ponto de origem dos meteoros na constelação de Aquário — atinge sua posição mais elevada no céu. Para garantir uma melhor experiência, a agência espacial americana recomenda a busca por locais afastados dos centros urbanos, onde a poluição luminosa é reduzida.

Encerrando o mês, o destaque astronômico volta-se para o dia 31 com a chegada da Lua Azul. A NASA explica que o termo é utilizado para designar a segunda lua cheia que ocorre dentro de um mesmo mês civil. O fenômeno é possibilitado pelo ciclo lunar de 29,5 dias, que é ligeiramente mais curto que a duração da maioria dos meses. Quando a fase cheia se manifesta logo nos primeiros dias do período, há tempo suficiente para que o ciclo se complete novamente antes do fechamento do mês. Vale ressaltar que, apesar da nomenclatura sugestiva, o satélite natural não apresenta alteração em sua tonalidade, mantendo o aspecto visual característico de uma lua cheia convencional.

Assim como na chuva de meteoros, a visualização da Lua Azul dependerá diretamente da estabilidade do tempo e da ausência de nebulosidade, fatores que, somados à luminosidade regional, determinarão a qualidade da observação em cada localidade.

Com informações de Estadão Conteúdo

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