Centro que integra forças de segurança no RJ coordenará combate à organizações criminosas
Parte das ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, o centro permanente tem o objetivo de integrar as forças de segurança federais, estaduais e municipais para ações estratégicas e compartilhamento de informações

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) inaugura na sexta-feira (3), o Escritório Nacional Antifacção do Rio de Janeiro (ENA/RJ), será um centro permanente de articulação entre as forças de segurança. A estrutura será responsável por fortalecer a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado.
Segundo o ministério, essa é uma medida para ampliar a resposta do governo federal em um “dos principais centros de segurança pública do país”.
A inauguração ocorrerá no Rio de Janeiro, às 14h, com a presença de Wellington César Lima e Silva, Ministro da Justiça, Chico Lucas, Secretário Nacional de Segurança Pública e autoridades no tema do Rio de Janeiro.
O escritório será vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a unidade faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e terá o foco na articulação entre as forças de segurança para o compartilhamento de informações estratégicas e o apoio às operações integradas.
A estrutura coordena ações entre os órgãos nas esferas federais, estaduais e municipais para apoiar projetos estratégicos e a produção de inteligência voltada à segurança pública. O esforço é para reforçar a cooperação entre os entes da Federação e o Distrito Federal no enfrentamento às organizações criminosas, sem perder a autonomia. .
Sobre o programa
A iniciativa Programa Brasil Contra o Crime Organizado é uma resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à principal preocupação do eleitorado para este e o próximo ano: a segurança pública. Foi instituído com o objetivo de integrar o trabalho das polícias e enfraquecer as facções criminosas, principalmente o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A estratégia procura demonstrar que o governo federal é capaz de coordenar ações nacionais sem retirar a autonomia dos estados. A proposta surgiu diante da expansão do crime organizado nas diferentes regiões do país, dominando a atuação para além do tráfico de drogas, chegando a setores como garimpo ilegal, contrabando, lavagem de dinheiro e crimes ambientais e até alianças com políticos regionais.
Foram investidos R$ 11 bilhões para que o programa desenvolva ações para intervir e asfixiar o fluxo financeiro das organizações criminosas, combater o tráfico de armas, fortalecer o sistema prisional e qualificar as investigações com a interligação das forças de segurança.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



