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Temperaturas de até 42°C: veja os cinco estados que terão calor intenso

Brasil se prepara para dias de calor extremo em agosto; fenômeno El Niño está se intensificando e pode se tornar um dos mais fortes desde 1950

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Calor em BH
Imagem de calor • Wirestock on Magnific

Os últimos dias de agosto serão de calor intenso em diversas áreas do Brasil, incluindo regiões de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A previsão é que os termômetros cheguem em 42°C.

Segundo o Climatempo, o aumento de temperatura é causado pela grande insolação - número de horas de sol - que já temos sobre o país no fim de agosto, e do aquecimento chamado pré-frontal, que antecede a chegada de uma frente fria.

A Nottus indica que, entre o norte de Mato Grosso do Sul e o sul de Mato Grosso, as temperaturas podem atingir 42°C. Já em São Paulo e Minas Gerais, os termômetros devem registrar em média 37°C.

O El Niño, fenômeno que se forma no Oceano Pacífico, deve ganhar força nos próximos meses e pode se tornar um dos episódios mais intensos já registrados desde 1950, segundo a nova atualização do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). A agência estima mais de 90% de probabilidade de um El Niño muito forte até 2027.

A projeção indica ainda 69% de probabilidade de que o episódio seja histórico, superando a intensidade dos eventos registrados desde 1950. Nesse cenário, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4 poderia atingir 2,5°C ou mais durante o trimestre outubro-novembro-dezembro (OND) de 2026.

Apesar da perspectiva de intensidade excepcional, a NOAA ressalta que os impactos associados ao El Niño não são garantidos e variam de acordo com a região e a evolução das condições atmosféricas.

No Brasil, o El Niño costuma produzir efeitos diferentes conforme a região. Neste episódio, os primeiros reflexos já foram observados no Sul, onde julho terminou com chuvas entre 30% e 90% acima da média, dependendo da localidade.

A tendência é que o padrão de chuva continue sendo influenciado pelo fenômeno ao longo dos próximos meses. A expectativa é de chuvas acima da média no Sul do país, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar períodos de precipitação mais irregular e, a partir de outubro, totais abaixo da média.

O fenômeno, portanto, não significa simplesmente que todo o país ficará mais quente ou mais chuvoso. A principal consequência é a mudança na distribuição dos padrões de chuva e temperatura, com impactos distintos entre as regiões.

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