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5 pontos para entender o alerta falso que assustou Brasil com mensagem 'misantropia'

Ferramenta alcança diretamente os celulares localizados nas áreas geográficas de risco, sem a necessidade de qualquer cadastro prévio dos usuários

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Imagem do alerta falso • Redes sociais

Na madrugada deste sábado (20), o disparo de um falso alerta extremo da Defesa Civil assustou usuários de celular em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, mobilizando autoridades de várias regiões do Brasil.

Entenda o que aconteceu

  • Ataque hacker e investigação federal: o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou neste sábado (20) que vai acionar a Polícia Federal para investigar a invasão da plataforma nacional Defesa Civil Alerta. De acordo com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), o sistema foi desativado provisoriamente por volta de 1h30 da madrugada, logo após um aviso ser emitido por uma pessoa alheia ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. A principal hipótese levantada pelas autoridades é a de um ataque hacker;
  • Envio indevido de "Alerta Extremo" e teor da mensagem: moradores de diversas regiões do país foram surpreendidos com uma notificação contendo a palavra "misantropia" — em alguns celulares escrita como "misantropi4" —, termo que significa aversão, desprezo ou ódio à humanidade, ou ainda o isolamento e o distanciamento do convívio social. O texto não tinha nenhuma relação com os protocolos oficiais do órgão, mas foi transmitido sob a categoria de "Alerta Extremo", uma classificação severa reservada estritamente para situações de risco iminente à vida, como enchentes, deslizamentos de terra e tempestades;
  • Como funciona a tecnologia afetada: o sistema invasor utiliza a tecnologia Cell Broadcast, desenvolvida especificamente para ampliar a capacidade de resposta governamental e orientar a população em perigos imediatos. A ferramenta alcança diretamente os celulares localizados nas áreas geográficas de risco, sem a necessidade de qualquer cadastro prévio dos usuários. Os alertas são transmitidos em formato de SMS acompanhados por um sinal sonoro persistente, que é acionado mesmo que o aparelho celular esteja configurado no modo silencioso;
  • Impacto e reação nos estados: o disparo massivo mobilizou imediatamente as defesas civis estaduais. O governo de São Paulo esclareceu que não autorizou o envio, ressaltou a ausência de riscos climáticos que justificassem a medida e informou ter acionado a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e demais operadores do sistema para apurar o caso. No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também negou autoria e atribuiu o ocorrido a uma falha na plataforma nacional. Já no Paraná, onde diversos usuários confirmaram o recebimento da mensagem, o governo estadual reiterou que não emitiu o comunicado e que não havia previsão de fenômenos meteorológicos severos para a região;
  • Condições para restabelecimento do sistema: o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional assegurou que tomará todas as providências técnicas necessárias para reativar a plataforma, mas enfatizou que o retorno só acontecerá quando houver garantia total das condições de segurança cibernética. O objetivo central do bloqueio temporário é impedir novos acessos não autorizados e blindar a confiabilidade da ferramenta, considerada vital para avisar os cidadãos sobre desastres naturais e outras ocorrências graves.

Com informações de Estadão Conteúdo

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