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O que foi o alerta da Defesa Civil que assustou o Brasil de madrugada?

Palavra 'misantropia', que significa 'ódio à humanidade' foi disparada na mensagem

Por e 
Redes sociais

Um falso alerta extremo da Defesa Civil assustou várias pessoas em todo Brasil ao ser enviado a celulares de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro durante a madrugada deste sábado (20).

Inicialmente, a mensagem foi enviada a aparelhos do Paraná e, em seguida, a celulares em São Paulo e no Rio de Janeiro. Além disso, também foram relatados envios a celulares do Distrito Federal e do Mato Grosso do Sul.

A Defesa Civil Nacional e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informaram que a plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi retirada do ar após ser alvo de uma invasão e de um provável ataque hacker.

Segundo o órgão, o alerta foi disparado de maneira remota por alguém que não faz parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

  • O que dizia a mensagem?
  • O que disse a Defesa Civil?
  • O que disseram as Defesas Civis dos estados?

 

O que dizia a mensagem?

A mensagem escrita era "misantropi4". A palavra significa "horror à humanidade ou aversão à natureza humana" ou "estado que se caracteriza por profunda tristeza; depressão, melancolia ou "tendência a evitar companhia de outras pessoas ou a cultivar o isolamento, segundo o dicionário Michaelis On-line.

Outra mensagem foi "Defesa Civil: misantropo ADRESS RJ burros dms pprt".

Alerta de misantropia enviado a celulares leva Defesa Civil a retirar sistema do ar • Foto: Redes Sociais
Alerta de misantropia enviado a celulares leva Defesa Civil a retirar sistema do ar • Foto: Redes Sociais

O que diz a Defesa Civil Nacional?

Em nota, o órgão informou que a plataforma de envio de alertas por volta das 1h30 deste sábado (20) após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta para diversas regiões do país.

"A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra "misantropia" — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker", dizia o comunicado.

A Polícia Federal foi acionada e investigará o caso.

O que disseram as Defesas Civis dos estados?

Em nota, a Defesa Civil de São Paulo afirmou que o alerta não foi enviado por nenhum de seus agentes e que, até o momento, não há registro de ocorrência que justifique a emissão de alerta extremo relacionado ao conteúdo reportado.

O comunicado também explica que a ferramenta Cellbroadcast, utilizada para envio do alerta severo e extremo, é gerida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e foi temporariamente desabilitada até que a situação seja esclarecida. A Defesa Civil de São Paulo disse que acionou a Anatel e outras instituições envolvidas na operação do sistema para investigar a origem da mensagem.

Além do alerta pela plataforma Cellbroadcast, moradores da cidade de São Paulo também relataram ter recebido uma mensagem com o mesmo conteúdo via SMS.

No Paraná, o governo estadual afirmou que o alerta não foi disparado pela Defesa Civil do estado e que não há nenhum evento severo previsto para Curitiba. O órgão estadual disse que acionou a Defesa Civil Nacional e Anatel sobre o caso.

Já a Defesa Civil do Rio de Janeiro confirmou que não disparou nenhum alerta e disse que o comunicado recebido pelos usuários "decorre de uma instabilidade no sistema de envio de alertas IDAP/Cell Broadcast, plataforma sob responsabilidade da Defesa Civil Nacional, vinculada ao Governo Federal".

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.