Boate no RJ em que turista afirma ter sido estuprada é fechada
Segundo a prefeitura, a medida administrativa foi tomada preventivamente para preservar a segurança, ordem pública e para que o local permaneça fechado até o encerramento das investigações da Polícia Civil

A Secretaria de Ordem Pública interditou, na noite dessa quinta-feira, a boate Portal Club, na Lapa, Região Central do Rio, após uma turista estrangeira denunciar ter sido vítima de estupro no estabelecimento.
Segundo a secretaria, a medida administrativa foi tomada preventivamente para preservar a segurança, ordem pública e para que o local permaneça fechado até o encerramento das investigações da Polícia Civil.
A denúncia foi feita no último dia dois, após a vítima procurar a Comissão de Defesa da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A jovem relatou que, após conhecer um rapaz na boate Portal Club, aceitou ir com ele a um espaço mais reservado do estabelecimento. No entanto, segundo a denúncia, ela foi estuprada sem qualquer chance de defesa por um número de homens que a jovem não conseguiu precisar.
A vítima contou ainda que perdeu a consciência e afirmou não saber se alguma substância foi colocada em sua bebida. Após retomar a consciência, a estudante relatou o caso a uma amiga, que estava com ela na boate, e em seguida pediu ajuda aos funcionários do local para chamar a polícia. No entanto, a jovem afirmou não ter sido amparada. As informações foram repassadas pela deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ), que recebeu a vítima em seu gabinete.
“Imediatamente ela chamou os seguranças da boate, exigiu que chamassem a polícia, mas encontrou dificuldade em ter seu pedido atendido. Dali, ela ficou completamente desnorteada junto com a amiga sem saber o que fazer. Recebemos ela no gabinete nessa terça-feira (2), e acompanhamos ela para fazer o boletim de ocorrência na Deam, do Centro da cidade. Ela foi encaminhada para fazer exame toxicológico, inclusive, porque não tem a certeza se doparam ela em algum momento, porque ela estava completamente desnorteada, e também os exames de corpo de delito”
Por meio de nota, a Polícia Civil disse que os agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) realizam diligências para buscar imagens de câmeras de segurança e outros elementos que auxiliem na identificação dos autores. A deputada Renata Souza espera que os ressonáveis sejam punidos.
“A gente espera, obviamente, que as investigações ocorram de maneira concreta. A solicitação das câmeras da boate é algo que todos nós consideramos como essencial pra que essas pessoas sejam identificadas. E agora o que a gente espera também é no cuidado com a jovem que está completamente desesperada de toda situação e quer voltar pro seu país o quanto antes.”
A vítima, que é universitária, pretendia permanecer por pelo menos um ano no Brasil para aprender português. Por meio de nota, a boate Portal Club disse que repudia qualquer forma de intolerância, opressão ou violência contra as mulheres e classificou o ocorrido como um incidente. A boate disse ainda que acolheu a vítima e forneceu as imagens do circuito de câmeras do estabelecimento aos responsáveis pela investigação.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.



