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Alexandre Pires é alvo de operação da PF que investiga garimpo ilegal

Cantor é um dos investigados em ação que apura organização criminosa suspeita de lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros crimes

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“Na Balsa” é o primeiro trabalho de inéditas de Alexandre Pires desde 2015
“Na Balsa” é o primeiro trabalho de inéditas de Alexandre Pires desde 2015 • Reprodução/Instagram

O cantor Alexandre Pires é um dos alvos de uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (23), que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros crimes de caráter transnacional.

Segundo a PF, o grupo também seria responsável pelo financiamento e pela logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. A operação desta quinta é a segunda fase da Operação Disco de Ouro, realizada em dezembro de 2023.

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal.

As investigações apontam, segundo a Polícia Federal, para a movimentação e ocultação de mais de US$ 48 milhões por meio de empresas nacionais e estrangeiras, operações financeiras internacionais, uso de contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira.

A PF também investiga o uso de pessoas físicas e jurídicas para pulverizar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A polícia apura ainda possíveis crimes relacionados à cadeia de comercialização e exportação de minério, além do uso de documentação ideologicamente falsa para conferir aparência de regularidade a determinadas operações.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica, operação irregular de instituição financeira e outras infrações eventualmente identificadas durante as investigações.

As medidas têm como objetivo obter provas, interromper as atividades investigadas e recuperar ativos supostamente relacionados aos fatos.

O que diz a defesa de Alexandre Pires:

"A defesa do cantor Alexandre Pires vem a público esclarecer que a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista à época.

Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor.

Eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao citado empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador na venda de shows de Alexandre Pires.

O cantor segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada."

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