A Polícia Civil de Goiás cumpriu na última sexta-feira (6) mandados de busca e apreensão contra três influenciadoras suspeitas de cometerem crimes por meio do ‘Jogo do Tigrinho’. Na ocasião, foram apreendidos vários itens de luxo, como óculos, relógios e bolsas de luxo.
Conforme as investigações Tawane Alexandra, Carol de Souza e Aline Reis praticavam estelionato, exploração de jogos de azar e provável e lavagem de capitais. O delegado responsável pelo caso, Rony Loureiro, explicou que a ostentação de itens de luxo foram evidências cruciais para o caso. “Eram carros importados, viagens ao exterior, aquisições de imóveis”, apontou o profissional.
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Os mandados contra as influenciadoras foram cumpridos nos municípios de São José dos Campos, Cristalina e Luziânia. No total, foram apreendidos ou bloqueados:
- 18 óculos de sol;
- 15 bolsas de marcas de luxo;
- Relógios;
- Aparelhos eletrônicos;
- Sapatos;
- R$ 7,7 milhões de Carol de Souza;
- R$ 600 mil de Aline Reis;
- R$ 800 mil de Tawane Alexandra.
Ainda segundo Rony Loureiro, em menos de um ano, as três foram responsáveis pela movimentação de, aproximadamente, R$ 18 milhões. As influenciadoras atuavam no município de Luziânia, em Goiás.
“Tudo isso chamou a atenção da polícia e evidenciou que elas estavam absolutamente envolvidas, incitando e incentivando as pessoas com simulações de jogos de ganhos, como o ‘jogo do tigrinho’, em que os ganhos eram expressivos”, esclareceu Loureiro.
A Polícia Civil ainda calcula o tamanho do prejuízo causado às vítimas e investiga a partir dos itens apreendidos mais detalhes sobre o caso.
Cadastro no Bolsa Família
Mesmo com a divulgação de uma vida de ostentação nas redes sociais, uma das influenciadoras era cadastrada no Bolsa Família. “A Aline Reis recebia até agora, no mês de abril, o Bolsa Família”, Loureiro ao portal G1.