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Rivaldo Barbosa teria dado aval para assassinato de Marielle e garantido impunidade, diz TV

A informação seria da delação de Ronnie Lessa, diz GloboNews

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, preso hoje pela Polícia Federal no Rio de Janeiro suspeito de participação no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, teria participação ainda maior no crime.

De acordo com informações do repórter Bruno Tavares, da Globo, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio teria dado aval para o assassinato de Marielle e garantiu impunidade aos mandantes do crime. A informação está na delação premiada de Ronnie Lessa, de acordo com fontes do repórter.

A informação foi divulgada na Globonews na manhã deste domingo pela repórter Daniela Lima, durante cobertura da operação da Polícia Federal que prendeu os suspeitos do crime.

Daniela também apurou com outras fontes na Polícia Federal, que confirmaram a presença da informação na delação de Ronnie Lessa e também em outros pontos do inquérito.

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Marinete da Silva, mãe de Marielle Franco, participava da entrevista na GloboNews e comentou: “Se achar no direito de chancelar um crime desse, de uma mulher indefesa, como foi a morte da minha filha, é dizer que a gente estava em um caminho sem volta”.

Marcelo Freixo, que participava da mesma entrevista e já tinha se manifestado espanto com a informação, reafirmou o impacto da fala: “Eu estou muito impactado com essa notícia. A gente já sabia que tinha alguém poderoso. É claro que tem mandante”, disse. “Porém, mais que proteger o mandante é é ser cúmplice da premeditação. É muito grave, é muito sério, é humanamente deprimente. Isso extrapola o limite do que se espera de qualquer instituição, do ser humano, de pessoa”, se espantou.

E lamentou: “Eu liguei pro Rivaldo, falei que mataram Marielle. Ele reagiu e falou ‘como assim? mataram a marielle?’. Se ele já sabia, essa reação é inacreditável”, completou Freixo.

Operação

A Polícia Federal deflagrou uma operação neste domingo (24) para prender os mandantes do assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e Anderson Gomes, motorista. Foram cumpridos três mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão na operação.

Os três presos, suspeitos de serem os mandantes do assassinato, são: Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio. Os nomes foram apurados pela CNN.

A operação ocorre pouco depois da homologação da delação premiada de Ronnie Lessa, o executor do crime, pelo Ministro Alexandre de Morais, do STF.

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Coordenadora de jornalismo digital na Itatiaia. Jornalista formada pela UFMG, com mestrado profissional em comunicação digital e estratégias de comunicação na Sorbonne, em Paris. Anteriormente foi Chefe de Reportagem na Globo em Minas e produtora dos jornais exibidos em rede nacional.
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