Com aumento de 32% da receita, Rule of 50 já é uma realidade no Inter
Meta da companhia se inspira nas empresas de tecnologia dos EUA e guia estratégias de crescimento e rentabilidade para os próximos anos

Os resultados mais recentes da Inter&Co, holding controladora do Grupo Inter, mostram que a Rule of 50 já é uma realidade para a companhia. Os números recordes mostram o seu desempenho no segundo trimestre de 2026.
João Vitor Menin, CEO Global da empresa, destaca estratégias que garantiram o impulsionamento do crescimento da holding neste ano, inclusive com lançamento de produtos.
Rule of 50: a Inter&Co está perto de alcançar a meta?
A “Rule of 50” nada mais é do que uma métrica de crescimento e rentabilidade adotada pelo Inter. É a principal diretriz para os próximos três anos, e complementar ao Plano 60/30/30. Com isso, há uma nova camada de disciplina financeira no plano estratégico de negócios da corporação.
O conceito foi inspirado na “Rule of 40”, métrica popular entre as empresas de tecnologia dos EUA. Ela se traduz na meta de que a soma do crescimento da companhia com a sua rentabilidade deve superar os 40%. Com a adaptação feita pelo Inter, o número deve ultrapassar 50%.
Apesar de anunciada recentemente, no Owners’ Day do Inter em maio deste ano, os números do segundo trimestre de 2026 já mostram que ela está em ação e muito perto de ser alcançada.
Com crescimento total da receita líquida ano a ano em 31,7%, mais ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) de 16,3%, o resultado já chega a 48%.
“Esse marco reflete nossa capacidade de alcançar crescimento escalável e rentável, impulsionado por um modelo que ultrapassou a neutralidade de capital”, afirma João Vitor Menin no release de resultados do segundo trimestre de 2026. “Ou seja, nosso crescimento seguirá sendo financiado por nossa lucratividade”.
A companhia se apoia no modelo Inter By Design, que aponta como um diferencial central para a execução dessa estratégia de crescimento. Combina eficiência de custos, capacidade de distribuição em escala e crescimento consistente de receitas em uma única plataforma integrada.
O que impulsionou o crescimento do Inter?
Além da receita líquida e do ROE, a empresa se destacou em outras frentes de negócio. Na relação com o mesmo período do ano anterior, a carteira de crédito cresceu 29% no segundo trimestre, sustentado por uma alta de 11% no volume de empréstimos por cliente ativo.
“Este desempenho demonstra a relevância de nossas ofertas, especialmente o crédito consignado privado, que representa uma oportunidade significativa de expansão da penetração de crédito na nossa base, com aprimoramentos por vir”, explica o CEO Global do Inter.
A companhia ganhou prêmios e selos de reconhecimento na excelência do atendimento ao cliente, com aumento de engajamento e soluções financeiras personalizadas.
Em média, são mais de 22 milhões de logins diários e mais de 32 milhões de transações financeiras por dia. A Seven, agente de IA para clientes, já tem 6 milhões de usuários ativos.
“Nosso baixo custo de captação continua sendo uma vantagem competitiva significativa”, acrescenta Menin. “Permanecemos em 66% do CDI, um dos mais baixos do setor. Isso é suportado por uma base de clientes engajada e em expansão, com destaque na participação de 9% nas transações via Pix no Brasil”.
Com o trimestre mais forte desde a fundação da holding, a Inter&Co ultrapassou R$ 100 bilhões de ativos totais pela primeira vez. Também houve aumento de captação, com depósitos totais chegando a R$ 77 bilhões.



