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Toyota e Nissan suspendem produção no Japão após terremoto

As duas montadoras interromperam temporariamente operações por causa dos impactos do tremor sobre fornecedores e infraestrutura; fábricas não sofreram danos diretos

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Benoir Tessier | Reuters

Toyota e Nissan suspenderam parte da produção de veículos no Japão após um forte terremoto de magnitude 7,1 atingir a região de Kumamoto na última terça-feira (28). Embora as fábricas das duas montadoras não tenham sofrido danos diretos, os impactos provocados pelo tremor em fornecedores e na infraestrutura japonesa afetaram o funcionamento das linhas de montagem.

A interrupção evidencia a dependência da indústria automotiva japonesa de uma complexa cadeia de fornecedores. Mesmo quando as instalações das montadoras permanecem preservadas, problemas no fornecimento de componentes ou dificuldades logísticas podem obrigar as empresas a interromper a fabricação.

• Reprodução | Yomiuri Shimbun
• Reprodução | Yomiuri Shimbun

No caso da Toyota, a paralisação afeta unidades responsáveis pela produção de veículos destinados tanto ao mercado japonês quanto à exportação. A empresa acompanha a situação de seus fornecedores antes de definir quando as atividades poderão ser retomadas.

A Nissan também interrompeu operações em consequência dos efeitos do terremoto. Assim como no caso da Toyota, a decisão está relacionada principalmente aos impactos indiretos do desastre sobre a cadeia de produção.

Cadeia de fornecedores é principal preocupação

O setor automotivo é particularmente vulnerável a interrupções causadas por desastres naturais porque utiliza milhares de componentes produzidos por empresas diferentes. Peças eletrônicas, semicondutores e outros sistemas precisam chegar às fábricas dentro de uma programação bastante precisa.

Por isso, mesmo danos relativamente pequenos em uma empresa fornecedora podem provocar a paralisação de uma linha inteira de montagem.

• Reprodução | Bloomberg
• Reprodução | Bloomberg

O Japão já enfrentou situações semelhantes após grandes terremotos. Em 2011, por exemplo, o terremoto e o tsunami que atingiram o país provocaram interrupções importantes na produção de componentes eletrônicos utilizados pela indústria automotiva.

Ainda não está claro por quanto tempo as paralisações provocadas pelo terremoto de 2026 irão durar. Toyota e Nissan devem avaliar as condições de seus fornecedores e da infraestrutura logística antes de normalizar completamente a produção.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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