Este erro comum pode manchar a pintura do carro; solução é simples e barata
Motoristas procuram solução caseira para limpar o para-brisa, mas usam produto inadequado

Alguns motoristas seguem algumas dicas que "ouvem por aí", mas que não têm nenhum fundamento. Algumas podem até parecer úteis, mas que são feitas com produtos inadequados e, a longo prazo, serão danosas aos veículos. Um exemplo comum é o uso de detergente de cozinha no esguicho do limpador de para-brisa.
O detergente de cozinha, embora seja eficiente na limpeza do para-brisa com o seu pode desengordurante, por suas características químicas, pode deixar resíduos que podem manchar a pintura do carro quando escorrer pela carroceria.
Detergente neutro?
Muitos motoristas alegam que o uso do detergente neutro não causa danos, mas a afirmação não procede. O composto, desenvolvido para lavar-louça com restos orgânicos de alimentos, trabalha na diluição de óleos e possui em sua composição muitos químicos derivados de sódio e outros elementos que podem prejudicar a pintura do veículo.
O que usar para limpar o para-brisa?
Existem diversos produtos no mercado próprio para serem diluídos no reservatório do líquido limpador de para-brisa. É importante que o motorista observe alguma marca já conhecida no mercado e utiliza o produto conforme as instruções.
Falta de água é infração
De acordo com o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir um carro sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante é infração grave passível de multa e retenção do veículo.
O esguicho do limpador de para-brisa é um equipamento obrigatório segundo a Resolução 14/1998 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ou seja, se estiver vazio, o motorista será autuado em caso de fiscalização. A multa é de R$ 195,23 e o motorista receberá 5 pontos na sua carteira de motorista.
Ainda de acordo com a resolução, o lavador de para-brisa só não é obrigatório em:
- Automóveis e camionetas derivadas de veículos produzidos antes de 1º de janeiro de 1974;
- Utilitários, veículos de carga, ônibus e micro-ônibus produzidos até 1º de janeiro de 1999.
Felipe Boutros sempre foi fã de carros: cresceu lendo as revistas do gênero e fez jornalismo para atuar no setor - no qual está há 20 anos. Cobriu os principais salões do automóvel do mundo. Trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e, hoje, é editor-chefe no AutoPapo. Na Itatiaia, colabora com a seção Auto!



