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Vazio sanitário do algodão em MG começa dia 20; Amipa reforça regras e alerta produtores

Medida sanitária obrigatória visa conter a proliferação do bicudo-do-algodoeiro, atrasar o reaparecimento da praga nas lavouras e reduzir os custos de produção da próxima safra no estado

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O vazio sanitário do algodão começa em 20 de setembro em Minas Gerais e segue até 20 de novembro
Vazio sanitário do algodão começa em 20 de setembro em Minas Gerais e segue até 20 de novembro • Acervo AmipaCheese Filmes

A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) reforça o alerta aos cotonicultores sobre o início do vazio sanitário do algodão em Minas Gerais, de 20 de setembro a 20 de novembro. Prevista na Instrução Normativa MAPA nº 44/2008 e regulamentada no estado pela Portaria IMA nº 1.884/2018, a medida exige a eliminação total de plantas vivas e soqueiras em propriedades de todos os portes. O objetivo central é interromper a cadeia alimentar do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principal praga da cultura.

A legislação estadual prevê exceção apenas para áreas irrigadas situadas abaixo de 600 metros de altitude, cujo calendário vai de 30 de outubro a 30 de dezembro.

Redução da praga e de custos no campo

A eliminação das plantas elimina a sobrevivência do inseto durante a entressafra, reduzindo a população da praga e atrasando seu reaparecimento no ciclo subsequente.

Bicudo-do-algodoeiro • Abrapa I Carlos Rudiney
Bicudo-do-algodoeiro • Abrapa I Carlos Rudiney

"O vazio sanitário é uma ação de defesa complementar a todo o manejo já existente. A praga continuará existindo, mas, com a medida, reaparece de forma mais tardia e com menor incidência na safra seguinte. Dessa maneira, o produtor tem o manejo facilitado e reduz custos no controle", explica o engenheiro agrônomo Paulo Fiorini, coordenador do Grupo de Estudos do Algodão Mineiro (GEAM/Amipa).

Fiscalização e sanções em Minas Gerais

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) responde pela fiscalização das propriedades por amostragem, cobrindo de 20% a 30% dos produtores, e via denúncias. Segundo Leonardo Henrique Martins do Carmo, gerente de Defesa Sanitária Vegetal do órgão, foram realizadas 38 inspeções presenciais em 2025.

Produtores notificados que não eliminarem as plantas dentro do prazo estabelecido ficam sujeitos a processo administrativo, autos de infração e sanções via Ministério Público.

Ações de suporte e monitoramento

Para auxiliar no cumprimento da norma, a Amipa atua junto ao IMA oferecendo suporte técnico, relatórios de monitoramento e promovendo encontros como o Circuito Técnico Amipa (CTA). A entidade também distribui aos associados armadilhas com feromônios e dispositivos "tubo mata-bicudo" para o controle populacional da praga nas lavouras.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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