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Queijo Cabacinha 'Bonança' gera renda para centenas de famílias no Vale do Jequitinhonha

Cerca de 300 famílias vivem da produção do queijo caracterizado pelo formato diferente e que ganhou título de Patrimônio Cultural e Imaterial de Minas Gerais em 2023

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O diferencial dos produtores do Vale, é que eles fazem o queijo condimentado com alho e recheado com goiabada • Divulgação/ Emater-MG

Cerca de 300 famílias do Vale do Jequitinhonha vivem da produção do queijo tipo Cabacinha, que ganhou o título de Patrimônio Cultural e Imaterial de Minas Gerais em 2023. A estimativa é da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

O casal José Valério de Souza Filho e Paloma Souza são os pioneiros da produção da iguaria mineira apelida por eles de 'Bonança', mesmo nome da fazenda onde a 'magia' acontece, em Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha.

Produção do queijo Cabacinha

Na Fazenda Bonança, assim que o leite é coletado, já vai para a queijaria. No tanque, ele é aquecido e recebe o coalho e um pouco do soro coletado da produção anterior, para começar a se formar a massa.

O formato do quejio Cabacinha é o principal passo. A iguaria produzida artesanalmente recebeu esse nome devido a sua forma, semelhante a uma cabaça, aquela peça originária do fruto de uma árvore milenar e que é muito utilizada em artesanatos e como utensílio doméstico no Vale do Jequitinhonha.

Cada produtor tem jeito próprio de fazer o Cabacinha, o formato do queijo é como se fosse uma assinatura, a identidade de cada iguaria.

“A gente sempre escuta: o queijo de fulano é assim, o de sicrano é desse jeito. Mas é porque cada um tem sua forma, tanto que não tem molde, o molde vem das mãos”, observa Paloma Souza à Emater-MG.

O diferencial dos produtores do Vale, é que eles fazem o queijo condimentado com alho e recheado com goiabada, sendo consumido fresco, mas pode ser maturado, adquirindo assim sabor mais marcante.

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Reconhecimento

O Governo de Minas deu mais um passo no processo de reconhecimento e valorização dessa cultura, concluindo o estudo de caracterização da iguaria. Trabalho que envolveu técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), empresas públicas vinculadas à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde