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Produtores de MG atingidos pelo desastre de Mariana podem receber a instalação de usina fotovoltaica

Chamada pública da Emater-MG contempla propriedades em 36 municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana, com instalação gratuita de micro usinas fotovoltaicas

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Placas de energia solar instaladas no telhado de uma casa, formando um sistema de geração de eletricidade.
Projeto de energia solar integra as ações de reparação do Rio Doce e busca reduzir os custos de eletricidade para produtores rurais atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão. • Divulgação / Emater-MG

O Governo de Minas Gerais, por meio da Emater-MG, está com chamada pública aberta para o cadastro de propriedades rurais elegíveis para receber a instalação de micro usinas fotovoltaicas, dentro do Acordo de Reparação do Rio Doce. 

A ação visa beneficiar propriedades rurais localizadas na mancha de inundação do Rio Doce e em áreas próximas, até 100 metros das propriedades, nos 36 municípios atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, há dez anos. Os interessados devem procurar a equipe técnica da Emater-MG até o dia 31 de dezembro, no município onde está localizada a propriedade, para verificar os requisitos e fazer a inscrição.

O projeto de energia solar para produtores rurais contempla a instalação de sistemas de microgeração de energia solar (placas fotovoltaicas), incluindo placas solares, inversor, estrutura de fixação, instalação completa, ligação na rede e orientação técnica. 

“Ao reduzir o valor da conta de energia, a ação estimula a atividade produtiva rural, além do fortalece a recuperação ambiental e incentiva o uso de energia limpa e sustentável”, argumentou o gerente de Consultoria e Projeto da Emater-MG, Vitório Freitas. Até o momento, 97 sistemas de microgeração solar já foram instalados, e a previsão é de que outros 97 sejam implantados até o final do ano.

Requisitos para participar

Os municípios atendidos pelo projeto são: Aimorés, Alpercata, Barra Longa, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Bugre, Caratinga, Conselheiro Pena, Córrego Novo, Dionísio, Fernandes Tourinho, Galiléia, Governador Valadares, Iapu, Ipaba, Ipatinga, Itueta, Marliéria, Mariana, Naque, Periquito, Pingo D'Água, Ponte Nova, Raul Soares, Resplendor, Rio Casca, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado, Santana do Paraíso, São Domingos do Prata, São José do Goiabal, São Pedro dos Ferros, Sem-Peixe, Sobrália, Timóteo e Tumiritinga.

Além de estar na área da mancha de inundação do Rio Doce e em áreas próximas até o limite de 100 metros, a propriedade precisa ter padrão de energia elétrica instalado, consumo de energia acima da tarifa mínima e não possuir sistema de energia solar instalado ou em instalação.

Acordo do Rio Doce

As ações da Emater-MG integram o Acordo de Reparação do Rio Doce, firmado após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), administrada pela Samarco S.A. O rompimento, ocorrido em 5 de novembro de 2015, tirou a vida de 19 pessoas.

Firmado entre os governos de Minas Gerais, Espírito Santo e Federal, o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) e as empresas Samarco, Vale e BHP, o acordo prevê cerca de R$ 81 bilhões em investimentos sociais, econômicos e ambientais em Minas Gerais.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

 

 

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