Pirataria de sementes é um dos temas debatidos em congresso brasileiro
Evento discute legislação de cultivares, novas culturas e futuro do mercado de sementes no Brasil

O 13º Congresso Brasileiro de Melhoramento de Plantas começou na terça-feira (2) e termina nesta sexta-feira (5) em Luís Correia, no Piauí. Entre os temas em pauta estão a revisão da legislação que protege as cultivares, o desenvolvimento de culturas alternativas à soja e ao milho, a criação de variedades mais produtivas e resistentes a doenças, além de formas de combater a pirataria de sementes.
Pesquisadores e representantes do setor privado se reuniram em uma mesa de debate sobre os problemas atuais e perspectivas futuras para o mercado de sementes no Brasil. Mediada pelo representante da Associação dos Produtores de Soja do Estado do Piauí (Aprosoja - PI), Rafael Maschio, a discussão contou com a participação do diretor da Sementes Progresso, Gregory Sanders; o representante da Corteva, Renato Pereira; o representante da Latitude Sementes, Taiuan Bruno; e o pesquisador da Embrapa Meio-Norte, Paulo Fernando Vieira.
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Os participantes destacaram desafios como desenvolver plantas com vigor e potencial produtivo no Matopiba, - região brasileira de expansão agrícola que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - adaptadas às condições climáticas e resistentes a doenças, além de lidar com problemas estruturais como transporte.
Outro ponto levantado foi a necessidade de diversificar culturas com grãos alternativos, como sorgo, milheto, feijões e gergelim. Canola e mostarda também foram apontadas como opções promissoras para produção de biodiesel.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



