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Pecuária de MT regenera o equivalente a 5,8 mil campos de futebol e destrava quase R$ 1 bi

Avanço da regeneração vegetativa posiciona o estado frente às exigências do mercado europeu e asiático

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Pecuária de MT regenera o equivalente a 5,8 mil campos de futebol e destrava quase R$ 1 bi
Regularização ambiental no estado se consolidou como um motor econômico para o campo • Canva/ Imagem ilustrativa

A regularização ambiental em Mato Grosso já se consolidou como um motor econômico para o campo. Por meio do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), a regeneração de uma área equivalente a 5.868 campos de futebol irá viabilizar o retorno de R$ 921,2 milhões à cadeia produtiva formal, transformando passivos ecológicos em ativos financeiros.

Esses valores representam o rebanho de propriedades que antes estavam impedidas de comercializar devido a passivos ambientais. Com a regularização, esse "dinheiro travado" volta a circular, fortalecendo a economia do estado.

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O fim do bloqueio comercial

Para o pecuarista, ter um desmatamento irregular registrado ou um embargo ambiental significa o fechamento de portas nos principais canais de venda.

“O passivo ambiental é um bloqueio direto. Propriedades irregulares ficam impedidas de vender para frigoríficos que atendem grandes redes varejistas e exportadores. O Prem atua justamente para reconectar esse produtor ao mercado formal”, explicou Caio Penido, presidente do Imac.

Desde sua criação em 2022, o programa saltou de apenas quatro para 167 pecuaristas desbloqueados. Atualmente, o monitoramento abrange mais de 381 mil hectares — uma área 2,5 vezes maior que o município de São Paulo.

Um dos grandes destaques do programa é sua abrangência. A regularização ambiental deixou de ser um tema restrito aos grandes latifúndios:

  • Grandes propriedades: 38,32%
  • Pequenas propriedades: 34,74%
  • Médias propriedades: 26,94%

Essa capilaridade reforça o Passaporte Verde, política de Mato Grosso que busca garantir conformidade socioambiental em toda a cadeia da carne. O objetivo é transformar passivos em ativos, garantindo que o estado mantenha sua competitividade global.

Competitividade internacional

O avanço da regeneração vegetativa não apenas resolve problemas legais, mas posiciona Mato Grosso estrategicamente frente às exigências do mercado europeu e asiático por produtos sustentáveis.

“Ao transformar áreas antes irregulares em ativos produtivos, o estado combina produção e conservação. Certamente temos mais biodiversidade que nossos concorrentes”, enfatizou Penido.

Com o acompanhamento técnico contínuo oferecido pelo Imac, o produtor mato-grossense deixa a informalidade e passa a entregar uma carne que atende aos mais rigorosos critérios de sustentabilidade do planeta.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde