Mel do Vale do Paraíba conquista Indicação Geográfica e se torna produto protegido
Produção na região tem mais de cem anos e reconhecimento abrange 39 municípios

O mel produzido no Vale do Paraíba ganhou o selo de reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) nesta terça-feira (26). Distribuído pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), o reconhecimento protege a propriedade intelectual do produto, identificando sua origem geográfica e assegurando sua qualidade e características únicas. O selo favorece 39 municípios da região e é a 10ª IG do Estado de São Paulo.
Segundo o auditor fiscal da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA-SP), Francisco José Mitidieri, o trabalho de estruturação e fomento desta IG, na modalidade indicação de procedência, começou por meio de um convênio envolvendo Sebrae-SP e Instituto Federal de São Paulo, com apoio da superintendência.
A produção de mel no Vale do Paraíba se estabeleceu há mais de 100 anos. “Um aspecto importante foi a criação do Instituto de Zootecnia em Pindamonhangaba, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA-SP), onde foram conduzidos trabalhos de melhoramento genético de abelhas rainhas para aumento da produtividade das colmeias na região e para o Brasil todo”, afirmou.
Produção segundo os moldes de especificações
A responsável por conduzir o processo é a Associação Socioeducativa de Pequenos Produtores Rurais de Redenção da Serra e Região (Nutrir). A vice-presidente, Neide Bandeira de Oliveira, disse que ao menos um produtor de cada um dos 39 municípios comprovou a produção nos moldes do “caderno de especificações” da IG.
*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.



