Femec 2026: recorde no leite e elite do Nelore brilham em Uberlândia
Com marca superior a 62 kg de leite e julgamentos de elite na raça Nelore, feira se consolida como uma das quatro principais vitrines da pecuária nacional

A Femec 2026 viveu um de seus momentos mais emblemáticos nesta quarta-feira (25). Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o evento reuniu os dois grandes pilares da pecuária brasileira — produção e genética — em uma programação que alternou a emoção dos recordes no balde com o rigor técnico dos julgamentos de pista.
O grande destaque do torneio leiteiro foi a fêmea Magia FIV AAFF. Além de conquistar o título de Grande Campeã, ela estabeleceu um novo recorde para a categoria Vaca Sênior, atingindo a marca impressionante de 62,777 kg de leite.
Para o criador Ricardo Maffia Rezende, a vitória na cidade onde cresceu teve um peso emocional diferenciado. "É seleção contínua. O segredo é buscar os melhores animais e ter uma equipe alinhada. Ganhar aqui, cercado de amigos, é uma realização enorme", celebrou.

O torneio, coordenado por Gustavo Rodrigues (ABCGIL), exige um planejamento de longo prazo. Os animais passam por dez ordenhas oficiais e fiscalização rigorosa. Além de Magia, outras campeãs confirmaram a evolução do setor:
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Fêmea Jovem: Itapevi Sesmari SA
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Vaca Jovem: Causa FIV Estância Esperança
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Vaca adulta: A Besta FIV da Cefas
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Reservada Grande Campeã: Jali FIV da Genipapo
Nelore: o trunfo da genética nacional
Enquanto o leite batia recordes, a pista de julgamento do Nelore exibia animais que representam o topo da pirâmide genética do país. Segundo Douglas Duarte Nascente, da Inovart Agroeventos, a FEMEC figura entre as quatro principais exposições do Brasil, atraindo criadores de diversas regiões em busca de pontuação para o ranking nacional.
Os grandes nomes da pista foram:
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Fêmeas: La Dama FIV Lucente (Grande Campeã) e Heringer Ilhama FIV (Reservada).
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Machos: Invicto FIV do HEJ (Grande Campeão) e Herói FIV da Perboni (Reservado).
O jurado Luiz Carlos Marinho explicou que o veredito vai muito além da estética. "Avaliamos produtividade, funcionalidade e caracterização racial. O animal precisa ser eficiente na produção de carne e ter alta capacidade reprodutiva. É isso que garante a evolução do rebanho brasileiro", pontuou.
Vitrine de negócios e tecnologia
Ao unir a precisão das balanças no torneio leiteiro à avaliação morfológica do Nelore, a FEMEC 2026 reafirma seu papel como plataforma de tecnologia e melhoramento genético. O evento demonstra como o investimento em manejo e seleção tem sido o motor para manter a competitividade da pecuária nacional, seja no corte ou no leite.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



