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Exportações sustentam preços do arroz, mas demanda interna segue fraca

Retomada das compras para exportação favorece principalmente os lotes de menor rendimento no Rio Grande do Sul, enquanto a baixa procura por arroz beneficiado limita as aquisições das indústrias e dificulta reajustes nos preços

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Grãos de arroz dispostos em conjunto, com diferentes unidades visíveis em primeiro plano.
Compras destinadas à exportação dão suporte às cotações do arroz em casca, mas a demanda interna segue limitada pela baixa procura pelo produto beneficiado. • Pexels

Os preços do arroz em casca seguem praticamente estáveis no Rio Grande do Sul, apesar das diferenças entre regiões e padrões de qualidade. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a retomada das compras voltadas à exportação tem sustentado principalmente os lotes de menor rendimento, enquanto a demanda interna permanece enfraquecida.

De acordo com os pesquisadores, as indústrias demonstram pouco interesse em ampliar as aquisições diante da baixa saída do arroz beneficiado. Em alguns casos, compradores relatam queda nos preços do fardo, o que reduz a margem para reajustes na matéria-prima.

Parte das empresas também segue abastecida pelas compras realizadas nas semanas anteriores. Com isso, mesmo quando há necessidade de reposição, os compradores evitam aumentar as ofertas e preferem aguardar maior definição do mercado.

Do lado dos produtores, parte dos agentes está concentrada na implantação da nova safra. As vendas têm ocorrido principalmente para cobrir despesas correntes e custos do plantio, enquanto os produtores mais capitalizados continuam pouco dispostos a negociar em determinados níveis de preços.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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