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Contra a febre aftosa, Brasil cria banco estratégico de antígenos na Argentina

Estrutura desenvolvida por MAPA, TECPAR e Biogénesis Bagó funcionará na Argentina como um 'seguro sanitário', permitindo a produção imediata de vacinas em caso de crise

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Fachada da unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina, onde ficará armazenado o estoque estratégico de antígenos destinado à produção emergencial de vacinas contra a febre aftosa para o Brasil.
Banco Brasileiro de Antígenos foi implantado em parceria entre o Tecpar e a Biogénesis Bagó para reforçar a resposta a possíveis focos de febre aftosa. • Divulgação/ Departamento de Relações com a Imprensa do Sistema FAEP

Em um movimento estratégico para proteger a pecuária nacional, o Brasil oficializou a entrega do seu primeiro Banco Nacional de Antígenos para Resposta Emergencial à a Febre Aftosa . A estrutura, instalada na planta industrial da multinacional Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina, funcionará como uma espécie de "seguro sanitário" contra eventuais surtos da doença no país.

Fruto de uma cooperação internacional entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a gigante de biotecnologia animal, o projeto coloca o Brasil em um grupo seleto de nações. Países como Estados Unidos e Reino Unido já adotam o mesmo modelo, mantendo estoques estratégicos fora de seus territórios por rigorosas questões de biossegurança. O lançamento foi realizado no dia 17 de julho.

A operação é liderada no âmbito científico e de governança pelo Tecpar, garantindo inicialmente um volume de antígenos capaz de gerar 10 milhões de doses de vacinas contra os dois sorotipos do vírus com maior histórico de circulação no território brasileiro.

Além do aporte inicial, o contrato prevê a possibilidade de fornecimento de até mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos. Como o insumo já fica armazenado e conservado no polo argentino, qualquer necessidade emergencial em solo brasileiro poderá ser atendida com fabricação imediata em larga escala, reduzindo drasticamente o tempo de resposta do governo.

A iniciativa é peça-chave para a diplomacia comercial e para a estabilidade do campo. "A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida", afirmou o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

Na mesma linha, o CEO Global da Biogénesis Bagó, Esteban Turic, reforçou que a iniciativa estabelece um novo patamar para o setor. "A defesa sanitária moderna exige planejamento permanente, inovação tecnológica e integração entre os setores público e privado. O Banco Nacional de Antígenos representa exatamente esse modelo de cooperação", destacou.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

 

 

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