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Após semanas de pressão, cotação do suíno sobe para R$ 6,50 em Minas e alivia produtores

Alta de 4,8% definida pela Bolsa de Suínos traz alívio aos produtores, mas especialistas alertam para a importância da gestão de custos e eficiência nutricional nas granjas; recuperação acumulada em três semanas chega a 22,6%

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Porcos em criação em uma instalação de produção suinícola.
Em 10 de setembro, a referência da Bolsa de Suínos do Estado de Minas Gerais (BSEMG) estava em R$ 5,30 por quilo • Pexels

O preço do suíno vivo em Minas Gerais atingiu a cotação de R$ 6,50 por quilo nesta quinta-feira (1º), em valorização definida durante encontro entre produtores e lideranças da cadeia produtiva na sede da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG).

Em 10 de setembro, a referência da Bolsa de Suínos do Estado de Minas Gerais (BSEMG) estava em R$ 5,30 por quilo. Uma semana depois passou para R$ 5,80 e, em 24 de setembro, chegou a R$ 6,20. Com os R$ 6,50 definidos nesta quinta (1°), a recuperação acumulada em três semanas chega a 22,6%.

O avanço nas cotações traz fôlego para um dos principais polos de suinocultura do país, após semanas de forte pressão sobre as margens dos produtores mineiros. Contudo, especialistas do setor destacam que a alta do mercado consumidor deve ser acompanhada de rigor técnico da porta da granja para dentro.

Durante o Encontro Técnico Vaccinar de Suinocultura, realizado em Belo Horizonte, Sérgio Beppu, Diretor de Supply Chain da empresa, ponderou que o momento de reação exige foco na eficiência operacional e no controle de insumos.

"A recuperação do preço traz alívio, mas a rentabilidade não depende apenas do valor recebido pelo animal. O resultado é construído dentro da granja, com planejamento, controle de custos, eficiência produtiva e uma boa estratégia de suprimentos", avaliou Beppu.

Sérgio Beppu, Diretor de Supply Chain da empresa • Divulgação
Sérgio Beppu, Diretor de Supply Chain da empresa • Divulgação

Foco no custo por quilo produzido e gestão de insumos

Com a alimentação representando a maior fatia dos custos da atividade, o direcionamento técnico aponta para a necessidade de olhar além do valor nominal da ração, priorizando a conversão alimentar, o desempenho e a padronização dos lotes.

De acordo com Beppu, o comportamento das matérias-primas essenciais, como o milho e o farelo de soja, exige acompanhamento constante de mercado para mitigar riscos de volatilidade.

"A conta que realmente importa não é apenas quanto custa a tonelada de ração, mas quanto custa produzir cada quilo de carne. Quando você combina uma estratégia de compras bem planejada com eficiência nutricional, reduz a exposição às oscilações e garante previsibilidade ao negócio", pontuou o diretor.

A orientação para o ciclo atual de valorização é utilizar a margem recomposta para reestruturar indicadores operacionais. Para os especialistas presentes no evento, a sustentabilidade da suinocultura mineira no longo prazo dependerá da capacidade do produtor em profissionalizar a gestão financeira e antecipar movimentos do mercado de insumos.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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