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Vale do Aço inicia 2026 com fechamento de mais de 1,3 mil vagas formais

Queda na geração de empregos nas quatro cidades da região é puxada pelos setores de serviços e indústria

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Queda na geração de empregos nas quatro cidades da região é puxada pelos setores de serviços e indústria • Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) começou 2026 com saldo negativo na geração de empregos formais. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apontam o fechamento de 1.373 postos com carteira assinada nos quatro municípios da região em janeiro.

O resultado dá sequência ao cenário observado no fim de 2025. Em dezembro, o Vale do Aço já havia registrado a eliminação de aproximadamente 1,6 mil vagas, em linha com o desempenho de Minas Gerais e do país naquele período.

“Essa perda [em 2026] foi puxada pelo setor de serviços, que eliminou 830 vagas, e em segundo lugar pela indústria, que eliminou 436 vagas. Todos os setores, com exceção da agropecuária, tiveram um desempenho ruim no primeiro mês de 2026. A única exceção foi a agropecuária que tem uma participação muito pequena no conjunto da economia do Vale do Aço. Mas o setor de comércio, que é bastante importante também, registrou saldo negativo de 143 empregos, ou seja, 143 empregos. A construção também eliminou 100 vagas”, analisa William Passos, geógrafo e coordenador de estatística e de pesquisa do Observatório das Metropolizações Vale do Aço do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) campus Ipatinga.

Ipatinga lidera perdas
Entre os municípios da RMVA, Ipatinga concentrou o maior número de desligamentos, com saldo negativo de 770 vagas. Na sequência aparecem Timóteo (-345) e Coronel Fabriciano (-252). Santana do Paraíso teve retração menor, com seis postos encerrados.

“Paraíso quase consegue zerar a eliminação de emprego com carteira assinada no mês que realmente foi um mês bastante difícil para a região”, observa William.

Desempenho por setor
A indústria fechou vagas em todas as cidades da região. Em Ipatinga, foram 55 postos a menos; em Timóteo, 174; em Coronel Fabriciano, 188; e em Santana do Paraíso, 19.

O setor de serviços, que concentra a maior parte dos empregos na região, também apresentou resultado negativo expressivo. Ipatinga perdeu 691 vagas; Timóteo, 125; e Coronel Fabriciano, 28. Santana do Paraíso foi a única exceção, com saldo positivo de 14 postos.

“Observamos que o mercado de trabalho do Vale do Aço realmente já há bastante tempo vem perdendo bastante dinamismo no que diz respeito à geração do emprego formal. É um mercado puxado basicamente pelo setor de serviços, a indústria vem apresentando uma geração fraca no que diz respeito ao histórico regional. Nos últimos anos a indústria não vem gerando mais tanto emprego com carteira assinada, como já gerou no passado, e o Vale do Aço, com o passar do tempo, foi se tornando uma região em que o setor de serviços puxa a economia. E o setor de serviços gerou perda líquida de 830 empregos no primeiro mês de janeiro de 2026”, finaliza Passos.

 

 

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