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Servidores de Ipatinga em greve fazem manifestação no Parque Ipanema

Decisão da Justiça impõe limites à greve para garantir mínimo de 70% de atendimento na saúde 

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Chegou nesta quarta-feira (29/04) ao terceiro dia a greve dos servidores da Prefeitura de Ipatinga, devido à falta de acordo nas negociações da campanha salarial da categoria entre o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais – Sintserpi e a Administração do Município.

Os servidores em greve, que nos primeiros dois dias se concentraram em frente ao prédio da Prefeitura no bairro Cidade Nobre, avaliaram e rejeitaram ontem em assembleia, uma contraproposta apresentada pelo município, mantendo o movimento grevista. O secretário de Governo, Décio Camargos, destacou que o município apresentou ontem a proposta aos servidores dentro da realidade, mas não houve acordo.

Nesta quarta-feira (29/04) a categoria realiza manifestação no Parque Ipanema, onde ocorre a programação oficial do aniversário de Ipatinga. Empunhando faixas e cartazes, os participantes destacam pontos de reivindicação na campanha salarial e cobram diálogo com o executivo.

Enquanto isso, a Justiça determinou limites à greve dos servidores municipais de Ipatinga para garantir o atendimento à população, especialmente na área da saúde. Segundo a decisão, é exigida a  manutenção de 70% dos profissionais da saúde em atividade e 30% nos demais serviços essenciais, sob pena de multa diária de R$ 5 mil ao sindicato em caso de descumprimento.

O secretário de Governo, Décio Camargos, destacou que a decisão da justiça foi tomada com equilíbrio e responsabilidade, atendendo em parte os argumentos do Município, que alertou para o risco concreto de colapso no atendimento, especialmente diante da situação de emergência em saúde pública.

Segundo informação da administração de Ipatinga, o processo na justiça segue em tramitação, com previsão de audiência de conciliação entre as partes.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sintserpi), um documento ontem formalizou a organização dos serviços nas repartições durante o movimento grevista.

Os serviços essenciais como UTI, emergência, SAMU e pediatria seguem com atendimento mínimo de 50% ou mais. As Unidades básicas de saúde (UBS) e demais serviços funcionam com mínimo de 30% do efetivo e áreas como segurança, médicos e cemitérios seguem com funcionamento integral.

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Jornalista, editor e apresentador do Jornal da Itatiaia Vale do Aço