Servidores de Ipatinga aprovam greve após assembleia e cobram reajuste e direitos atrasados

Parte dos servidores públicos municipais de Ipatinga decidiu entrar em greve após assembleia realizada na noite desta quarta-feira (22). Segundo o Sindicatos dos Servidores Municipais de Ipatinga (Sintserpi Ipatinga), paralisação está prevista para começar na próxima segunda-feira, dia 27, respeitando o prazo legal para comunicação aos setores e à população.
A proposta da prefeitura, segundo o sindicato, foi um reajuste de 4.26%, com retroativo a partir de janeiro dividido em três parcelas. Além do reajuste, o valor do vale alimentação seria de R$ 450 reais e o do vale lanche chegaria a R$ 225.
De acordo com a presidenta do Sintserpi Ipatinga, Marlene Silvestre, a decisão foi motivada pela falta de avanço nas negociações com a prefeitura. Segundo ela, a administração municipal apresentou uma proposta no último dia 9 de abril, formalizada por ofício nesta quarta-feira, mas os servidores rejeitaram os termos durante a assembleia.
“Bom, nós tivemos uma contraproposta da prefeitura. A reunião foi no dia 9 de abril. Hoje, pela tarde, nos enviaram o ofício, e tivemos uma assembleia geral agora para decidir se aceita ou não a proposta enviada pela prefeitura. Nós não conseguimos avançar nem no índice de reajuste salarial, nem no vale alimentação, que é um dos pontos primordiais. Porém, é o que leva o servidor público de Ipatinga a esse extremo.”
A dirigente destacou ainda a situação dos atrasos enfrentados pela categoria. “São três meses de férias atrasadas. Como vocês sabem, no ano passado nós ficamos seis meses com férias atrasadas. Este ano, nós já temos três meses de férias tiradas e não gozadas e não recebidas, que é um direito constitucional. Temos também um cumulativo desde maio de 2025 até hoje: todas as pessoas que têm rescisão de contrato na prefeitura não têm nem data para receber isso”, afirmou.
Ainda conforme Marlene, a paralisação seguirá os trâmites legais para evitar irregularidades. “A greve começa na segunda-feira porque nós temos um tempo de comunicação aos setores e à população. É o prazo necessário para que a greve não se torne ilegal”, explicou.
Nesta quinta, está marcado a assembleia para aceitar ou não o reajuste previsto para a área da educação.
A reportagem aguarda posicionamento da Prefeitura de Ipatinga sobre as reivindicações apresentadas pelos servidores e enviou um pedido de nota para a administração.
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