Rede de monitoramento é criada envolvendo 38 escolas e a PM em Timóteo
Iniciativa do 58º BPM de Cornel Fabriciano busca o fortalecimento da comunicação para a segurança das unidades de ensino

Trinta e oito escolas de Timóteo, entre unidades municipais, estaduais, particulares e federal, passaram a integrar uma rede permanente de comunicação e cooperação com a Polícia Militar. A Rede de Escolas Monitoradas foi lançada pela 85ª Companhia do 58º Batalhão de Polícia Militar (58º BPM), unidade vinculada à 12ª Região de Polícia Militar (12ª RPM), com o objetivo de prevenir ocorrências, fortalecer a segurança no ambiente escolar e ampliar a sensação de proteção de alunos, professores e famílias.
Estruturada sob os princípios da polícia comunitária, a iniciativa, lançada na última quinta-feira (16), aproxima a corporação das escolas e da comunidade, com atuação proativa e canais de contato permanentes entre as partes envolvidas. Segundo o Comando do 58º BPM, a implantação do programa em Timóteo responde à necessidade de ampliar a prevenção e antecipar possíveis riscos, acompanhando a realidade atual por meio de uma atuação mais integrada.
A comunicação entre as escolas e a Polícia Militar se dará por canais diretos e ágeis, como grupos institucionais em aplicativos de comunicação, telefone funcional e demais meios oficiais. Cada unidade de ensino contará com um policial militar ou equipe de referência, responsável por manter o contato próximo com a direção, facilitando o fluxo de informações e fortalecendo o vínculo institucional. O programa prevê ainda visitas preventivas e reuniões periódicas entre os militares e os representantes das escolas, com o objetivo de alinhar ações, orientar a comunidade escolar e consolidar a parceria. Nos horários de maior movimentação, especialmente na entrada e na saída dos alunos, o patrulhamento preventivo será intensificado no entorno das unidades integrantes.
A Rede de Escolas Monitoradas não substitui o acionamento emergencial pelo 190, mas o complementa. Em situações de emergência, o contato com o 190 deve ser imediato. Já por meio dos canais da Rede, as escolas poderão acionar a Polícia Militar em casos como atitudes suspeitas nas imediações, conflitos, ameaças, presença de pessoas estranhas ou qualquer outra situação que represente risco à segurança da comunidade escolar. O programa também poderá ser utilizado para demandas preventivas, como solicitação de palestras, orientações e apoio da corporação em atividades desenvolvidas pelas escolas.
A iniciativa não atua de forma isolada. Ela se soma a um conjunto consolidado de ações desenvolvidas pelo 58º BPM na área de segurança escolar, como o Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD), o patrulhamento escolar e o projeto Transitolândia, voltado à educação para o trânsito de alunos da rede de ensino da circunscrição do Batalhão. Além disso, no início deste mês de abril, o 58º BPM promoveu um seminário voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ambiente escolar, reforçando a capacitação técnica e a sensibilidade da tropa para esse tipo de atendimento.
O Comando do 58º BPM destaca que o sucesso da Rede depende, também, do engajamento da comunidade escolar, que pode contribuir mantendo comunicação ativa com a Polícia Militar, repassando informações relevantes e adotando práticas de autoproteção no dia a dia. A corporação reforça que a segurança pública se constrói de forma conjunta e que a Rede de Escolas Monitoradas fortalece essa integração e amplia a proteção no ambiente escolar.
Com informações da ASCOM PMMG
Jornalista, editor e apresentador do Jornal da Itatiaia Vale do Aço