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Ministério Público denuncia médicas por omissão de socorro em Ipatinga, defesa se manifesta

Duas médicas e uma enfermeira de UBS ipatinguense foram denunciadas pelo MPMG 

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MPMG denunciou duas médicas e uma enfermeira de Ipatinga
MPMG denunciou duas médicas e uma enfermeira de Ipatinga • Divulgação

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou duas médicas e uma técnica de enfermagem por omissão de socorro majorada pela morte de um bebê de 16 dias.

Conforme apurado em Inquérito Policial, na manhã de 26 de agosto de 2019, um casal levou a filha recém-nascida a uma Unidade Básica de Saúde de Ipatinga. A criança apresentava dificuldades respiratórias.

De acordo com a denúncia, a técnica de enfermagem teria dito aos pais que levassem a criança ao Hospital Márcio Cunha, já que não havia nenhum médico na unidade de saúde.

No caminho do hospital, o bebê sofreu uma parada cardíaca e, apesar de ter sido prontamente atendido por médicos e enfermeiros do hospital, teve uma nova parada cardiorrespiratória e evoluiu a óbito.

Na denúncia, o MPMG requer ainda que seja fixada reparação de R$ 100 mil a título de dano moral.

Os advogados Vinícius Xingó Tenório de Oliveira e Ana Paula Fernandes Tomé Maia atuam na defesa das duas médicas. Em nota informaram:

“As médicas citadas na notícia esclarecem que jamais iriam se omitir em atender a paciente, principalmente em estado grave, vez que dedicam sua vida em salvar vidas, por meio da medicina, dedicando-se por mais de 3 (três) anos no atendimento da comunidade de Ipatinga, desse modo, repudia veementemente as acusações desarrazoadas e midiáticas, vez que a médica trabalhou regularmente no seu setor de trabalho no dia dos fatos e não foi comunicada de qualquer incidente, bem como não teve contato com a criança nem tampouco com os pais.

Destaca-se, ainda, que a acusação não tem base em suporte real, vez que já possuímos diversos documentos comprovando que ela cumpriu integralmente os atendimentos no dia dos fatos, inclusive bem próximo ao horário apresentado, o que, por si só, torna totalmente insubsistente a alegação do órgão acusador de que ela não foi trabalhar.

Por fim, as médicas reforçam o seu compromisso maior em salvar vidas e vai seguir cumprindo o seu mister com a mesma dedicação e compromisso que sempre exerceu, bem como esclarecerá no momento oportuno todos os fatos, tendo em vista que já possui todas as provas que fulminam todas as acusações”.

Com informações de Gizelle Ferreira

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Jefferson Rocha é jornalista graduado pelo Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais e tem 25 anos de experiência em rádio. É repórter da Itatiaia Vale do Aço.