Itatiaia

Maior produtora de aço inox da América Latina, siderurgica em Timóteo, completa 82 anos

História começou em 1944 como Companhia Aços Especiais Itabira e, ao longo do tempo a Aperam consolidou uma trajetória diretamente ligada ao desenvolvimento industrial e econômico da região

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CEO Rodrigo Villela, da Aperam, maior produtora de aço inox da América Latina, siderurgica em Timóteo, completa 82 anos
Elvira Nascimento

A história da Aperam South America, antiga Acesita, começou em 31 de outubro de 1944, em Timóteo, no Vale do Aço. Fundada inicialmente como Companhia Aços Especiais Itabira, a empresa completa 82 anos neste sábado (31), consolidando uma trajetória diretamente ligada ao desenvolvimento industrial e econômico da região. 

A implantação da usina transformou a realidade de Timóteo, que, à época, ainda não havia conquistado sua emancipação política. O município se tornou independente em 1964, em um processo de crescimento que teve a indústria siderúrgica como um dos principais motores. 

Um dos primeiros marcos da empresa ocorreu em 1949, com a produção do primeiro ferro-gusa no Alto-Forno 1. Em 1951, começaram as operações das aciarias Bessemer. Já em 1965, a companhia iniciou a fabricação de aço inoxidável, ampliando sua atuação no setor siderúrgico. 

Ao longo das décadas, a empresa passou por mudanças importantes. Em 1974, foi criada a Florestal Acesita, atual Aperam BioEnergia. Em 1992, a companhia foi privatizada e, posteriormente, integrou grupos internacionais do setor, até a criação da Aperam, em 2011, quando o negócio de aços inoxidáveis e especiais foi separado da ArcelorMittal. 

Outro marco ocorreu em 2011, quando a usina de Timóteo converteu seus altos-fornos para a utilização de carvão vegetal, uma fonte renovável de energia. Entre 2020 e 2022, a empresa também alcançou a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 na produção de aços planos especiais. 

Atualmente, a Aperam é a única produtora integrada de aços planos inoxidáveis e siliciosos da América Latina. A companhia mantém operações em Timóteo e atua em diferentes segmentos industriais, com investimentos em inovação tecnológica, economia circular e sustentabilidade. 

Em conversa com a reportagem da Itatiaia, o CEO da Aperam, Rodrigo Villela, falou sobre o aniversário da siderúrgica lembrando que nesses 82 anos, foram várias fases, nascendo Acesita em 1944, passando a ArcelorMittal e agora Aperam, sempre acreditando no Brasil.

Rodrigo Villela comemora os resultados e lembra mais um título conquistado nesta semana de anivesário, durante um evento do prèmio FIA, em São Paulo, para a escolha das empresas mais incriveis para se trabalhar. "Nós ganhamos o primeiro lugar das empresas de grande porte com a Aperam Bioenergia e ficamos em segundo lugar com a Aperam Indústria, que é a Siderúrgica, mas é um orgulho participar de tudo isso", pontuou Rodrigo Vilella. "Eu tenho 26 anos de empresa e é um orgulho estar aqui e fazer parte do crescimento de uma empresa tão importante, são 5 mil colaboradores e um trabalho intenso de décadas, de gerações, de todas as pessoas que nos antecederam, o que resulta hoje em uma empresa de sucesso e que, como eu disse, vai continuar apostando no Brasil", completou. 

Questionado pela reportagem da itatiaia sobre ações para fortalecer a presença em Timóteo e no Vale do Aço, Rodrigo Villela destacou a prioridade sempre para aquisição de produtos de fornecedores e prestadores de serviços locais, inclusive colaborando para o seu treinamento em algums casos, o que também beneficia a siderúrgia com um trabalho mais ágil, rápido e competente. "A gente investe também para que os nossos funcionários e colaboradores venham daqui. Mais importante do que garantir que eles venham daqui é evitar que eles vão embora daqui. Eu quero garantir que eles estejam aqui conosco.

Ainda sobre a valorização regional e o aproveitamento de mão de obra e serviços, o CEO da Aperam destacou também outras ações. "Nós temos também, por exemplo, um trabalho intenso feito para o desenvolvimento de operador siderúrgico, com treinamento para sua profissionalização. No Vale do Jequitinhonha nós fizemos um trabalho com motoristas mulheres para a condução de carretas de carvão, aproveitando a mão de obra e garantindo o desenvolvimento para todos. Nós estamos aqui e apostamos no Vale do Aço e no Vale do Jequitinhonha para que todos possam crescer juntos", completou Rodrigo Villela.

 

 

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