Justiça determina a soltura de suspeitos do homicídio de ciclista morto em Jaguaraçu
Juiz de Timóteo entendeu que as prisões de um jovem e da mulher da vítima, que seriam o executor e a mandante do crime, foram irregulares

A Justiça da Comarca de Timóteo relaxou no fim da tarde de quarta-feira, as prisões dos dois suspeitos da autoria da morte de Caio Campos Domingues, de 38 anos. João Victor Bruno Coura de Oliveira, de 20 anos, que seria o executor do crime, e suspeita de ser a mandante do assassinato, Luith Silva Pires Martins, de 30 anos, vão responder o processo em liberdade.
Apesar deles terem confessado o crime perante os policiais militares, que realizaram a prisão do casal, o juiz titular da Vara Criminal da Comarca de Timóteo, Luiz Eduardo Oliveira de Faria, entendeu que não houve flagrante na prisão dos suspeitos.
Além disso, os dois presos, na delegacia, permaneceram em silencio e não confessaram a autoria do homicídio no dia que foram autuados em flagrante. Outra situação apontada nas 17 páginas da sentença do juiz Luiz Eduardo, conforme alegação dos advogados da esposa da vítima, é que os policiais agiram com abuso de autoridade.
Os advogados de defesa da esposa da vítima acusaram os policiais de abuso de autoridade e excessos na prisão da mulher e o juiz entendeu que houve descumprimento da lei. A decisão do magistrado se aplica também do suspeito de ser o executor do crime. Ao acatar os argumentos da defesa, com base na lei em vigor, o magistrado decidiu pelo relaxamento da prisão dos dois investigados do caso.
Conforme acompanhou a Itatiaia, João Victor e, Luith Pires, foram presos pela PM horas depois do crime, que se chegou a ser tratado inicialmente como latrocínio, roubo seguido de morte. A morte de caio aconteceu no distrito de Lavrinha, em Jaguaraçu, no fim da tarde do último dia 4 de abril.
Caio foi baleado quando se encontrava em uma picape, dirigido pela esposa. O autor do crime estava na estrada e teria anunciado o roubo, querendo uma bicicleta que estava na carroceria da Fiat Toro, quando houve os disparos de arma de fogo.
João victor foi preso em Cava Grande e confessou aos policiais militares que tinha matado Caio a mando de Luith Pires, e iria receber R$ 10 mil pela empreitada. Ele teria um relacionamento com a mulher da vítima. O autor do crime mostrou onde tinha escondido o revólver que usou para matar Caio.
A mulher foi presa na casa da família, em Timóteo. Depois de negar, ela também teria confessado o crime, sob argumento que era agredida pelo marido. Os dois foram levados para a delegacia e autuados em flagrante.
A prisão em flagrante do casal foi convertida em prisão preventiva por um juiz de plantão.
Desde o início, os advogados de Luith Silva Pires Martins tentaram a soltura da mulher, com a alegação de irregularidades na prisão dela e do outro envolvido. É o que foi acatado pelo juiz da vara criminal e determinou a soltura dos dois suspeitos da morte de caio.
Jefferson Rocha é jornalista graduado pelo Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais e tem 25 anos de experiência em rádio. É repórter da Itatiaia Vale do Aço.
