IPS Brasil 2026 aponta Ipatinga como destaque regional em qualidade de vida
No ranking estadual, Nova Lima lidera em Minas Gerais com 71,22 pontos e aparece também entre os municípios mais bem posicionados do país

Ipatinga aparece como o município da Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) com melhor desempenho no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (20), analisa os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, distribuídos em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.
Os dados apresentados no IPS utilizam informações de 2025. O índice é elaborado pelo Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative. A proposta é medir a qualidade de vida da população para além do Produto Interno Bruto (PIB), avaliando acesso a direitos, serviços e condições básicas de vida.
Para compor o índice, são utilizados indicadores sociais e ambientais com base em dados públicos. “Ou seja, o IPS mede resultados e não volume de investimentos, ou riquezas, nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato”, sendo entregues aos cidadãos”, afirma Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.
Ipatinga lidera na RMVA
Ipatinga alcançou nota 66,09 no índice geral, ocupando a 556ª posição nacional e a 76ª colocação em Minas Gerais. O resultado ficou acima da média mineira, de 64,66 pontos, e também da média nacional, de 63,40.
O melhor desempenho da cidade foi registrado na dimensão Necessidades Humanas Básicas, com 79,80 pontos. Apesar disso, o indicador Segurança Pessoal aparece como um dos pontos mais frágeis, com 64,51 pontos e a 3.365ª posição nacional.
Em Fundamentos do Bem-Estar, Ipatinga obteve 72,95 pontos e ficou na 242ª posição no país. Já na dimensão Oportunidades, o município registrou 45,52 pontos, aparecendo na 1.953ª colocação nacional. O estudo também apontou fragilidade no indicador de Paridade de Gênero na Câmara Municipal.
Santana do Paraíso apareceu à frente de Coronel Fabriciano no ranking regional, com índice geral de 64,76 pontos. O município ficou na 949ª colocação nacional e na 148ª em Minas Gerais.
Na dimensão Necessidades Humanas Básicas, a cidade alcançou 78,99 pontos. O destaque positivo foi Segurança Pessoal, com 68,25 pontos, desempenho superior ao de Ipatinga e Coronel Fabriciano nesse quesito.
Em Fundamentos do Bem-Estar, Santana do Paraíso registrou 69,85 pontos. O levantamento apontou como aspecto negativo a Supressão da Vegetação Primária e Secundária. Por outro lado, Saúde e Bem-Estar foi classificado como relativamente forte, especialmente nos indicadores ligados à expectativa de vida e mortalidade entre 15 e 50 anos.
Timóteo registrou índice geral de 63,76 pontos, ficando na 1.333ª posição nacional e na 229ª colocação em Minas Gerais. Em Necessidades Humanas Básicas, a cidade teve 75,79 pontos.
Na dimensão Fundamentos do Bem-Estar, considerada relativamente forte pelo levantamento, o município alcançou 68,43 pontos. Assim como Santana do Paraíso, Timóteo teve avaliação negativa no critério de Supressão da Vegetação Primária e Secundária.
Já em Oportunidades, Timóteo somou 47,03 pontos e teve como destaque positivo o indicador de Liberdades Individuais e de Escolha, especialmente no quesito relacionado à gravidez na adolescência.
Coronel Fabriciano registrou o menor índice entre os municípios avaliados da RMVA, com 61,77 pontos. O município ficou na 2.191ª posição nacional e na 434ª em Minas Gerais.
O pior desempenho da cidade foi em Segurança Pessoal, com 55,54 pontos e a 4.169ª colocação no país. Já o indicador Água e Saneamento obteve 79,07 pontos.
Na dimensão Oportunidades, Fabriciano registrou apenas 41,02 pontos, ficando na 4.177ª posição nacional.
Minas Gerais e capitais
Entre os estados brasileiros, Minas Gerais aparece na quinta colocação nacional, com média de 64,66 pontos, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
No ranking estadual, Nova Lima lidera em Minas Gerais com 71,22 pontos e aparece também entre os municípios mais bem posicionados do país. Belo Horizonte surge na sexta colocação estadual e na quinta posição entre as capitais brasileiras.
Curitiba lidera o ranking das capitais com 71,29 pontos, seguida por Brasília e São Paulo. Já os menores resultados foram registrados em Porto Velho, Macapá, Maceió e Salvador.
“Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais”, afirmou Melissa Wilm.
Desigualdade regional persiste
O levantamento mostra ainda que as desigualdades regionais continuam evidentes no Brasil. Segundo o IPS 2026, 18 das 20 cidades mais bem colocadas estão nas regiões Sul e Sudeste, enquanto 19 das 20 piores aparecem no Norte e Nordeste.
O município paulista de Gavião Peixoto lidera o ranking nacional. Já o pior desempenho médio entre os componentes avaliados foi registrado na dimensão Oportunidades, com média nacional de 46,82 pontos.